A nota enviada pela Polícia Militar não deixa dúvidas. A ação transcorreu em ritmo eletrizante. Parecia até coisa de cinema, faltando apenas a trilha sonora ao estilo Velocidade Máxima (Jan de Bont, 1994). Seguinte: ontem à noite, pouco depois das 20h, a Central Única de Telecomunicações da Secretaria de Segurança Pública (Centel) transmitiu o alerta de que um ônibus da empresa Planalto estava sendo assaltado. Uma guarnição da Polícia Rodoviária Estadual estava em perseguição ao coletivo e solicitava reforço. A localização informada era a Avenida Paralela, sentido centro, trecho Rei da Pamonha.
Tchan tchan tchan... A Rondesp Atlântico 4102 capta o pedido de apoio e se desloca (deslocar é bem policial, né?) para a Avenida Luís Eduardo Magalhães, a fim de tentar um bloqueio. Mas não dá. (Sobe a música! ) Os rondespianos decidem então engrossar o comboio que persegue o coletivo. A essa altura, com a Rondesp, já são cinco as guarnições atrás do ônibus – além da PRE, tem três do Batalhão de Choque.
Com a sirene e o giroflex ligados, as viaturas deixam a Avenida Luís Eduardo e pegam a BR-324. Dentro do ônibus, quatro bandidos (dois deles armados) e uma dezena de passageiros aterrorizados. No trecho Águas Claras é feito o bloqueio da pista. Aumenta a tensão. (Baixa a música!) O ônibus desvia para a direita e empaca num barranco. De acordo com o relato da polícia, dois dos bandidos saem correndo de arma em punho, enquanto os outros dois (Rita de Cássia dos Santos e Emerson Luz S. Costa) permanecem no veículo, sendo presos em flagrante.
Termina a ação. A ocorrência está registrada no Grupo de Repressão ao Roubo em Coletivos (Gerrc) sob o número 146/09. Não houve baixas. Felizmente, passageiros, motorista, cobrador, criminosos e policiais saíram ilesos da cinematográfica ação. Agora, sem querer ser chata (mas já sendo), não entendo como é que dois bandidos conseguem furar um cerco formado por mais de dez policiais…
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SEM COMENTÁRIO!
Parabéns a PM por mais uma boa ação em prol da sociedade baiana.
Jaciara, você precisa entrar em uma viatura, para observar como a sua adrenalina vai funcionar! Porém, gostei da sua narração!
Sergio G. não tem comentário a fazer porque deve possuir hipossuficiência cognitiva.
Ser engenheira das obras prontas é facinho, facinho. Para analisar o que aconteceu, seria necessário conhecer todo contexto fático (ou seja, apenas quem estava lá):
1) E se os bandidos que fugiram tiverem pulado num barranco ou se escondido no mato? (topografia comum em borda de rodovia). Seria razoável ao policial pular em barranco também e sofrer fraturas? para bandido em fuga, o que vier, é lucro.
2) Foi aferido o lapso de tempo entre a fuga dos dois marginais e a interceptação do coletivo ? eles fugiram depois que o cerco se fechou? (duvido muito). Provavelmente, abandonaram o “barco” antes e deixaram os comparsas.
3) Ao interceptar o coletivo em fuga, qual deveria ser a prioridade dos policiais? verificar a existencia de bandidos armados no interior do ônibus, com eventuais refens ou perseguir a parte evasora? estivesse você como passageira, querida, preferiria o que? ser imediatamente liberta coma prisão da metade do bando ou a tentativa de captura da outra metade e continuar como refém?
Até quando a polícia trabalha é criticada..eita.