Ladrões invadiram na madrugada de ontem (30), 20 quartos do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro. Os bandidos cavaram um buraco e tiveram acesso à cozinha da casa; porém, não conseguiram levar nenhum objeto de valor, já que os trabalhos religiosos haviam sido encerrados e os quartos estavam isolados. Entre os cômodos invadidos, está o espaço sagrado de Oxalá, orixá que equivale a Jesus Cristo, na religião católica.
Ainda na tarde de ontem, uma equipe do Departamento de Polícia Técnica fez uma perícia no local, que foi fechado e teve lacradas as portas dos quartos atingidos. As investigações do caso estão sob responsabilidade da delegada Simone Moutinho, plantonista da 11ª CP (Tancredo Neves).
Vale lembrar que essa não é a primeira vez em que o terreiro é invadido, um verdadeiro desrespeito ao povo de santo e a Mãe Stella de Oxossi, ícone do candomblé no Brasil.
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Sobre Matheus Morais
Matheus Morais é jornalista graduado em 2008 pela Unijorge. Começou a trabalhar aos 17 anos e não parou mais: dois anos na Assessoria de Comunicação da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, um ano e meio na Agência Ewé de Notícias Ambientais da Unijorge e mais um ano no Portal Esportivo (http://www.portalesportivo.com.br/), site voltado para as notícias do futebol nordestino. É um apaixonado pela baianidade e pelos esportes (apesar de não praticá-los), mais especificamente pelo futebol. Concluiu a graduação em Jornalismo com a produção do site Página Esportiva, voltado para as notícias do esporte amador em toda Bahia. Ainda não sabe bem quais serão os rumos da sua carreira, mas, como costuma dizer, “é pau pra toda obra”.
É possível que não seja uma invasão para furto mas sim por puro desrespeito, despeito, raiva. Mas deixemos a Polícia seguir as investigações e, espero, que terá exito. O resultado delas poderá punir meros ladrões ou desmascarar ciosos predadores.
O nosso consolo é que Orixá é tudo aquilo alí, mas é muito, muito mais. A generosidade do povo de santo vê e vai muito mais além das pedras e dos ferros, do barro e da água. Não foi e não será a primeira vez que essas nossas tradições tão benéficas foram estupidamente combatidas. A cosmogonia afro-brasileira está, aqui, em toda parte. Orai e vigiai!
Para mim isso é coisa de crente fanático.
Essas atrocidades só provam a ignorancia religiosa de nosso país. e tb podemos provar que nossa fé é mais forte que tudo isso.