Leão vira gatinho e morre no focinho do Porco!

Na marca do pênalti


Depois de tanto refletir após a derrota rubro-negra diante do Palmeiras, no estádio do Pacaembu, pela Copa Sul-Americana por 3×0, cheguei à conclusão que os comandados de Toninho Cecílio sofrem da “Síndrome de Abobalhamento”! As características dos portadores dessa síndrome são evidentes: lentidão, medo, covardia e falta de ação em situações de risco. Ontem o Vitória não foi o Vitória e pecou pelos excessos… Tomou uma goleada e volta pra casa depois de ostentar uma boa vantagem. Haja paciência…

Paciência de Jó, o homem bíblico, porque em se tratando de Vitória, a cartilha é rezada de uma só forma: dentro do Barradão é Davi, fora do Barradão é Golias. E o repórter não errou na analogia, afinal Davi venceu Golias, então o gigante é Davi e não seu adversário… Pois bem, o Palmeiras veio que veio, com uma vontade da zorra de reverter o placar  e foi pra cima! A turma do Leão se segurou como pôde, mas no final do primeiro tempo tomou o gol e foi merendar receoso.

Sabe-se lá o que o treinador disse a essas criaturas na hora da merendinha, mas eles voltaram do mesmo jeito, nada mudou! Nem demorou muito e tomaram o segundo gol, Viáfara falhou, saiu errado, com aquela mania (que parecia ter acabado) de querer ser Higuita. Fez graça, mas ainda tem crédito, pois justificou o apelido de “Paredão” ao salvar o Vitória na primeira etapa. Depois daí era só uma questão de tempo pro Leão entregar o baba, justificando mais uma das características da “Síndrome do Abobalhamento”; o comodismo.

Ah, vale lembrar que para o problema de abobalhamento já foram convocados diversos médicos-treinadores: Paulo César Carpegiani, Vágner Mancini e Ricardo Silva e nenhum desses resolveu nada! Talvez um remedinho paliativo aqui, um calmantezinho acolá, um acorda Leão de leve, mas nada significativo. Parece mesmo ser um deficiência crônica, adquirida ainda na infância, precocemente diagnosticada, mas sem tratamentos efetivos… É um caso para cientistas e não para comentaristas esportivos!

À aquela altura o jogo seria decidido nos pênaltis, mas o Vitória não merecia, e nisso os deuses do futebol foram justos, deram a César, ops, digo, ao Palmeiras, o de direito e merecimento. Era escanteio, bola na área, chute de fora, falta bem cobrada, um verdadeiro bombardeio verde nas costas dos rubro-negros, que já no final do jogo tomou o derradeiro numa cobrança de falta perfeita do competente Marcos Assunção. Os paulistas fecharam um caixão que já balançava e devolveu ao Leão o velho rótulo de time que só joga bem nos seus domínios… Resta a Toninho Cecílio focar o desdentado Leão no Campeonato Brasileiro; e se segurar como der, porque pelo visto a cura daquela síndrome não acontecerá tão cedo!

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Sobre Matheus Morais

Matheus Morais é jornalista graduado em 2008 pela Unijorge. Começou a trabalhar aos 17 anos e não parou mais: dois anos na Assessoria de Comunicação da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, um ano e meio na Agência Ewé de Notícias Ambientais da Unijorge e mais um ano no Portal Esportivo (http://www.portalesportivo.com.br/), site voltado para as notícias do futebol nordestino. É um apaixonado pela baianidade e pelos esportes (apesar de não praticá-los), mais especificamente pelo futebol. Concluiu a graduação em Jornalismo com a produção do site Página Esportiva, voltado para as notícias do esporte amador em toda Bahia. Ainda não sabe bem quais serão os rumos da sua carreira, mas, como costuma dizer, “é pau pra toda obra”.