O Ministério Público do Estado da Bahia entrou com uma ação contra a Empresa Baiana de Alimentos S/A (Ebal), para a interdição do Centro de Abastecimento do Rio Vermelho (Ceasa), por conta das suas “condições higiênico-sanitárias precárias e estrutura física carente”. A solicitação foi apresentada à Justiça pelo promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Aurisvaldo Melo Sampaio, que também pede a transferência dos comerciantes que trabalham no abastecimento para um outro local que possua condições adequadas de segurança, habitabilidade e higiene.
Segundo Sampaio, para poder voltar a funcionar, a Ebal terá que obter laudos devidamente aprovadas pela Vigilância Sanitária (Visa) e Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom). O Ceasa conta com 154 boxes e cinco restaurantes.
Em 2007, a Vigilância Sanitária já havia sinalizado que o Ceasa necessitava com urgência de reforma na sua estrutura. De acordo com o Ministério Público, a Vigilância Sanitária encontrou irregularidades como: pisos e paredes em estado de conservação precários, instalações elétricas e hidráulicas comprometidas, mínimas condições de higiene no manuseio da alimentação, inexistência de proteção nas luminárias contra explosão e queda, ausência de pia exclusiva para higienização de mãos na área de manipulação de alimentos, preparo de carne bovina acontecendo no chão do estabelecimento, inexistência de plano de controle contra pragas e vetores urbanos etc.
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