Devido à destruição causada pelas chuvas que atingem a Região Serrana do Rio de Janeiro desde o início da semana, a reconstrução da cidade de Teresópolis custará mais de R$ 500 milhões. Segundo o prefeito do município, somente para restabelecer estradas e desobstruir trechos de vias serão necessários R$ 98 milhões.
Em todo o Estado do Rio, segundo o Corpo de Bombeiros de Itaipava, já foram registrados 534 mortos. Estima-se que sejam 246 mortos em Friburgo, 228 em Teresópolis, 19 em Sumidouro, 39 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto. Nesta terça-feira (14), a presidente Dilma Rousseff aprovou o aluguel social para 2.500 residências, o qual disponibiliza uma quantia de R$ 5 milhões para a compra de eletrodomésticos, produtos de cama, mesa e banho para as famílias afetadas pela catástrofe.
A busca por vítimas ainda acontece no Rio. Hoje pela manhã 225 homens da Força Nacional de Segurança chegaram para auxiliar no resgate. Na quarta-feira (12), o Exército enviou 400 homens, 30 veículos, 2 retroescavadeiras, 2 carregadeiras, 1 gerador, 1 torre de iluminação e 6 helicópteros. “A hora é de arregaçar as mangas e ajudar a essas famílias. É máquina, bombeiros trabalhando. Sempre tem a hora de fazer avaliação. Tem que se fazer uma autocrítica, por que se permitiu fazer tudo isso. Mas agora é resgatar corpos e ajudar famílias desabrigadas. Não vamos perder tempo nesse momento”, disse o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB).
Esta é a maior tragédia climática da história do Brasil. O número de vítimas ultrapassa o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, em São Paulo, quando morreram 436 pessoas.
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