
Teles: 'Apesar do ceticismo de alguns, vamos seguir com o Pacto pela Vida'
Depois de duas semanas tentando uma entrevista com o secretário Maurício Teles Barbosa,delegado licenciado da Polícia Federal e titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado, no final da tarde de segunda-feira (18), recebo uma ligação do assessor de comunicação, o jornalista Erival Guimarães, meu amigo. “Quer dizer que a agenda do secretário está superlotada, né?”, me diz, rindo. “Segundo a assessoria de comunicação!”, emendo no ato. Ele me pergunta se a entrevista poderia ser por telefone e se poderia ser naquele exato momento. Estava de saída e já havia desligado o computador. Estou de calças na mão, pra usar uma expressão bem popular. Mas topo. Peço dez minutos pra me preparar. Acostumada ao estilo bufão de uns e arrogante de outros gestores que já sentaram naquela cadeira, imagino que será uma entrevista difícil, focada em ego inflado, hesitações e evasivas. É na defensiva que me apresento. Comento a dificuldade para chegar até ele, que me diz estar realmente com uma agenda apertada. Tanto que está me atendendo entre duas audiências. Penso: começou o estrelismo e pergunto de quanto tempo disponho para a entrevista. “Dez minutos?”, ele pergunta. Respiro fundo, comento alguma coisa de que não lembro e vou em frente. Mas, logo, logo, surpresa total: pode até ser tipo, mas o secretário com quem conversei (bem mais que dez minutos) não parece ser uma pessoa afetada, não sai pela tangente nas respostas e (ao contrário do que fantasiei) é uma pessoa simpática. Confira abaixo a entrevista. Sem afetação e sem estrelismo. À queima-roupa.
Secretário, que avaliação o senhor faz destes primeiros meses de gestão no que diz respeito aos indicadores da violência?
Tomando por base estes primeiros dias de abril, nós temos uma redução de aproximadamente 15% no índice de homicídios.
Em Salvador ou em todo o estado?
Em Salvador. Os dados do estado ainda estamos computando.
Isso em relação ao mesmo período do ano passado…
Isso. Comparando do início do ano até estes primeiros dias de abril.
A que fatores o senhor atribui essa variação no índice de homicídios, que é um dos principais indicadores da violência urbana? Já seria resultado das mudanças implementadas na sua gestão?
Teles: 'É preciso saber agregar as instituições'
Sem dúvida que tem a ver com as mudanças, com o trabalho articulado entre as instituições policiais, com a mudança de gestão, planejamento das ações. A articulação com a Polícia Militar, com o seu comandante, tem sido decisiva para alcançarmos os resultados esperados.
O fato de o senhor ser um homem de inteligência, de conhecer a criminalidade de forma, digamos, científica tem facilitado sua atuação?
Evidentemente que ajuda o fato de que eu já conhecia a máquina, as pessoas, como funcionam as organizações. Sob esse aspecto, é importante também saber agregar as instituições, manter o respeito ao comando da Polícia Militar e ao delegado-geral, por exemplo.
Vamos falar da menina dos olhos do governo: as Bases Comunitárias de Segurança. Apesar do marketing positivo, temos recebidos algumas denúncias, queixas da tropa…
As queixas em qualquer processo de mudança são normais, mas nós estamos apurando todas as denúncias que nos têm chegado.
Não sei se é do seu conhecimento, mas os policiais escalados para trabalhar no Calabar reclamam das condições do alojamento, das refeições…
Nós temos consciência de que as acomodações hoje oferecidas não são as melhores, mas é preciso ter a compreensão de que estamos iniciando um trabalho e alguma situação pode ocorrer. É preciso também lembrar que o policiai é treinado para atuar em condições adversas, então essas dificuldades são transitórias e estamos trabalhando para oferecer melhores condições de trabalho.
‘Estamos apurando todas as denúncias que nos têm chegado’
Outra queixa, e essa vem de alguns comandantes de unidades da PM, é de que o deslocamento de policiais para o Calabar está desfalcando outras áreas da cidade. Descobrindo um santo para cobrir outro…
Não existe isso de descobrir uma área para cobrir outra. Nós estamos utilizando o efetivo da área, com o apoio de unidades operacionais como Rondesp, estamos aproveitando uma parte dos 700 policiais formados em janeiro deste ano, mas temos a consciência de que é necessário aumentar o efetivo, o que será feito ao longo da gestão.
Quanto à alimentação, o senhor poderia checar se é procedente a denúncia de que as refeições servidas à tropa têm chegado deterioradas?
Claro. Pode ter certeza de que vamos verificar. Agora, a gente sabe que há uma certa resistência de alguns setores a qualquer mudança que se busca implementar. Sempre existem os céticos. Mas o que temos a dizer é que, apesar das pessoas que se mostram céticas, vamos seguir em frente com o projeto de segurança Pacto pela Vida.
Secretário, sei que o senhor já falou exaustivamente sobre o assunto, mas eu ainda tenho uma curiosidade: por que começar a pacificação da cidade pelo Calabar? Não existem outras áreas mais violentas?
É, algumas pessoas têm perguntado por que o Calabar. A questão é: eu tinha que dar o start no processo e, dentre as áreas mapeadas, o Calabar era a que se adaptava melhor ao momento. Precisávamos de uma base de treinamento, uma área onde pudéssemos fazer a experiência com todo o controle possível. Por isso não poderia ser uma área muito grande como, por exemplo, a região de Tancredo Neves.
Por causa do tamanho, então…
Por causa do tamanho e por oferecer maiores condições de controle, de logística e por ser uma área que apresenta problemas sérios de narcotráfico.
O senhor falou há pouco que existem pessoas céticas com relação ao projeto. O senhor há de convir que não falta razões. O finado programa Ronda no Bairro é uma delas…
O Ronda no Bairro não acabou. E um projeto não exclui o outro: o Ronda no Bairro e as Bases Comunitárias de Segurança podem coexistir perfeitamente.
‘Sanear não é deflagrar uma caça às bruxas’
Mudando um pouco de assunto. Como está o saneamento nos quadros da polícia? Para que a política de segurança dê certo é preciso limpar a casa, não? Recentemente, o governador Jaques Wagner disse que a administração estadual não vai conviver com “laranja podre” dentro da polícia…
Sanear não é deflagrar uma caça às bruxas. Nesse sentido, nosso trabalho tem sido constante. Mas é bom que se diga: a maioria dos policiais honra a instituição, é uma minoria que estraga a imagem da polícia. Nosso esforço para afastar os maus policiais tem sido permanente e, de 2007 até os dias atuais, já foram demitidos dos quadros da Secretaria de Segurança Pública 256 policiais.
Só da Polícia Civil?
Não, da Secretaria, compreendendo aí as polícias Civil, Militar e Técnica.
Todos por desvio de conduta?
Exatamente e somente depois dos devidos procedimentos legais, como o processo administrativo disciplinar (PAD), no caso dos civis, e inquérito policial militar (IPM), no âmbito da PM.

Integração: com o coronel Mascarenhas,comandante da PM, e o delegado-geral Hélio Jorge
A gente pode dizer que esse estilo proativo é o estilo Maurício Teles?
Não é o meu estilo. A gestão policial em todo o mundo está evoluindo para a gestão profissional, baseada no planejamento de ações, na integração entre as instituições.
Pelo visto, agora é a hora e a vez dos menudos na SSP…
(rindo) Bom, é a hora e a vez de quem interagir com a gestão. Eu procuro atuar com quem tem visão estratégica, quem planeja as ações, quem não desenvolve ações de modo açodado. E são pessoas com esse perfil que estão sendo colocados em postos de comando.
Mas entre os policiais mais antigos e experientes não tem ninguém com esse perfil?
Claro que sim e a prova é que temos colocado muitos deles em postos de comando.
Hummm… meus dez minutos estão acabando. Tem mais alguma questão que o senhor queira abordar?
Pode falar… Mas eu acho importante falar do Pacto pela Vida (programa de segurança pública, construído de forma conjunta com a sociedade) e da criação das câmaras setoriais, a primeira delas, a Câmara Setorial de Segurança Pública.
E qual o papel dessa Câmara Setorial de Segurança Pública, secretário?
A Câmara Setorial de Segurança Pública do Estado foi instalada agora em março e tem a função de discutir, planejar e acompanhar as políticas públicas de segurança. O que leva à violência? É possível prevenir com ações de cunho social? Estamos também discutindo com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos a criação da Câmara Setorial do Sistema Prisional, que tem o mesmo conceito: discutir e desenvolver ações voltadas para a melhoria do sistema prisional.
Pra encerrar, o senhor já conseguiu vencer a resistência interna do pessoal da casa contra gestores que vêm da Policia Federal?
Olha,a resistência existe e é natural, porque há o entendimento de que o gestor deveria ser do quadro da instituição. Mas não é só com quem vem da Policia Federal, não. Com o general (Edson Sá Rocha, titular da SSP-BA na gestão Paulo Souto) houve também. O importante é que possamos pôr em pratica o programa governamental de segurança.
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Parabéns pela entrevista! imagina se você tivesse meia hora?
Entrevista concisa, bem esclarecedora, sem demonstrações de estrelismo… A população quer exatamente saber das ações, como estão sendo desenvolvidas… e também ser ouvida. A boa vontade em abrir espaço na agenda para conversar coma imprensa, seja por qual meio, demonstra que o caminho está sendo trilhado de modo equilibrado. Fazemos figa. Legal, Jaci.
Sem querer desmerecer o trabalho do ex-secretário de Segurança, César Nunes, percebo em Maurício Teles uma vontade grande de colocar ordem na casa, de agir, de fazer valer a autoridade do posto que ocupa. Ele pode não ser nada disso, ou frustrar as expectativas da população, mas acredito que começou bem; a simplicidade que demonstrou na entrevista comprova bem este bom começo! Estrelismo zero… Mais uma certeira, hein Dinha?
Parabéns pela entrevista, porém as respostas não são verdadeiras, para criar a UPP calabar retirou o efetivo sim das outras Companhias da PM, pode ser até que o estejam enganando, Quanto a estrutura, ” o policial é treinado para atuar em condições adversas”, com certeza se referiu ao PM porque ao policial civil, ao qual reserva a maioria dos cargos da SSP não faz isto, basta observar o absurdo de implantar o departamento de homicidios no bairro onde nem homicidios existem, um edificio suntuoso, enquanto que para PM somente barracos, se quer fazer uma administração de sucesso trate bem o PM, não são escravos, como justifica a sede ridicula do calabar alegando tempo se na metade inaugurou a super sede de homicidios? Respeito Sr secretario, isto sim é o que falta aos policiais militares e sem eles nada vai conseguir, com este discurso de imposição piorou, toma conhecimento de sua pasta, distribua os cargos igualmente, estabeleça um padrão minimo de dignidade para as sedes das unidades PM e cumpra a lei, POLICIAL CIVIL NÃO PODE GANHAR MAIS DO QUE PM, ESTA NA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.
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Parabéns pela entrevista, porém…
tá DEFUDER Jaci!
Soldado João o concurso está aí é só estudar que certamente estará nos quadros da Polícia Civil, e veja quem disse que o civil ganha mais que o militar puro engano, o civil tem o salário base maior o militar o GAP muito mais, portanto foi mascarada a situação, todos estão iguais, salario de péssima qualidade para um serviço de relevância, o que vai solucionar o problema é se a PEC 446 for aprovada coisa que não acredito, portanto João vamos ter esperança e acreditar que algo de bom aconteça que está difícil. A fala do secretário foi muito boa observe ele só falou de punição, pergunto falou em salário, portanto, fiquemos de barba de molho todos que passaram pela SSP a conversa é essa a mesma tonalidade. Ademais, João o Governador da Bahia foi o primeiro a sair na frente contra a PEC 446 em seguida Geraldo Alckmim de São Paulo, vamos ficar atentos às falas dos deputados e senadores baianos sobre o assunto, tenha fê algum dia a coisa vai mudar, talvez não estejamos mais aqui.Abraços
Dr. Maurício, o papo com senhor é outra coisa! As PM e PC estão esperando muito trabalho, apoio e melhores salários também!
Veja como a sua PF melhorou depois das Greves? Depois que começaram a contratar com curso superior!
Os PPMM continuam trabalhando nos Estádios de futebol de graça, tirando a segurança das ruas e botando para tomar conta de baba? Por que não serviço extra, pago pelos clubes? Será que tem alguém comendo por fora? Cadê as associações que estão caladinhas com o bolso cheio! E o Feaspol?
Parabéns Jaciara.
Cara Jacicleide, obrigada pelo elogio e por nos acompanhar.
Dani, Dani, este é um site de respeito (Ô moderador, quem aprovou esse comentário?… rs rs rs). Vou entender como um elogio e agradecer.
Obrigada, Ewerton (fiquei curiosa em saber o que viria depois do “porém…”).
Olá, João Soldado, obrigada pelo elogio. Respeito seus argumentos, mas não tenho como provar que “as respostas não são verdadeiras” como você afirma. Obrigada por nos acompanhar. Abraço fraternal.
Concordo com você, Matheuzinho:o secretário pode não ser nada do que aparenta ser, mas temos que esperar pra ver. Pelo menos, começou bem, né? Os outros, nem isso… (vc viu o comentário de Daniel? isso é lá forma de se dirigir a uma avó de dois netos? rs rs rs)
É uma pena que nosso novo secretário tenha uma visão atrasada e desrespeitosa em relação aos policiais militares. Os policiais militares realmente são treinados para trabalhar em condições de adversidade. Agora essa adversdade significa trabalhar em condições de perigo e confronto iminente com o inimigo e não sem condições minimas de dignidade. O policial militar tem direitos iguais aos das demais classes trabalhadoras, porém por mais uma vez estamos vendo que não serão respeitados. Pensar que policial militar foi treinado para passar fome, trabalhar extrapolando as horas, domir no chão, ficar sem beber água, trabalhar sem receber periculosidade, sem receber um salário condizente, entre outros tantos direitos que não são respeitados é tratar o PM como escravo, como um quase cidadão. Isso eu não posso concordar.
É, Bel, realmente fiquei surpresa. A polidez não costumava ser a principal característica de gestores da pasta, habituados a tratar jornalistas como suspeitos. Também torço pra que o projeto de pacificação (seja lá o nome que tenha) dê certo e a violência seja finalmente controlada. Nossos filhos e filhas merecem voltar a andar na rua sem medo (sabia que os meninos lá de casa foram assaltados? Tomaram a bicicleta de Caio e ele ficou traumatizado...)
Ahahaha, Laiane, se eu tenho meia hora! Mas, como diz o ditado, ‘Deus não dá asa a cobra’, né? Mas deu pro gasto…
Ô Dinha, Daniel perdeu todo o respeito que deveria ter por uma avó de dois netos! Hahahahaahahhaha. O problema deste site, é que o moderador deixa o negócio comer solto no centro… rs
A maior esperança que o a mudança de titular da SSP me trouxe foi de renovação. Na PC estamos vendo acontecer (como foi dito “menudos”), esperamos renovação também na PM, lógico que sem querer desmerecer ou duvidar da idoneidade dos que ai estão, mas renovar é preciso e temos gente nova e capacitada. Aguardamos Sr. Secretário!!!
Minha querida Jaci, tu sabes que nem tudo pode se falar, nem tudo… Rs! mais um coisa eu repito:
Um “que”, de contradição acaba por imperar, se, em pontos, porém… “a rusticidade do policial é o que garente a execução das missões…” é devido a essa mesma “rusticidade” que dá mote a outros procedimentos, tanto de fora pra dentro, como de dentro pra fora, muitas vezes ilícito (e nada justifica)!… Depois reclamam e reclama, quando futuramente “incentivam” praticas rústicas que demandam “cortar na própria carne”…
Como disse uma pessoa: “Imagino como será a formação modelo uneb-ufba pra atuar nestas mazelas… se vão mudar a estrutura é preciso mudar todo o sistema…” [2]
Para ficar no menos, para que a liberdade de expressão não vire algoz… Rs!
Abração.
O problema é que a PM nunca se respeitou, essa falta de respeito vem de comandos anteriores sempre baixando a cabeça e dizendo sim senhor e não senhor para não perder seus cargos comissionados e a tropa que se exploda. Isso só vai mudar quando comandante geral deixar de ser cargo de confiança e passar a ser cargo de competência nomeado pelas Forças Armadas. Eu desafio á quem quiser daqui a um ano as condições de trabalho dessa UPP estará do mesmo jeito ou pior.
Mais uma vez parabéns Jaciara,muito bem aproveitado o grande tempo cedido.
Vejo a figura do secretário,cheio de energia,cheio de vontade de fazer as coisas acontecerem e melhorarem,ou melhor fazer a engrenagem girar.
Parabéns secretário,continue insistindo até conseguir ou jogue a toalha em breve.
Porem ,também vejo esse conjunto de boas intenções e ações,esbarrarem na mesa do governador,com a sua incrivel má vontade política,principalmente em sanar deficiência que urge,desde quando também ouço isto de seus amigos e correligionários políticos.
Tipo,nomear os policiais civis que aguardam desde 2009.
Tipo,aposentar policiais civis que quereram aposentadoria,por idade e tempo de serviço e lhe é negada por falta de efetivo.
Tipo,fazer novo concurso urgente,apos nomear os 578 policiais formados em 2009.
Apoiá aprovação das PECs,pricipalmente pela contrapartida oferecida pelo governo federal,e apoiá não custa nada,só elevará o desempenho e a satisfção dos profissionais da segurança pública.
Acredito que não mudará muita coisa com a instalação do novo departamento de homicídios,pois os policiais ali lotados são a grande maioria os mesmos poucos da antiga DH,onde segundo informam com efetivo irisório de 120 policiais,quando o numero minimo e ainda não satisfatório seria de 450 policiais,entre investigadores,escrivães e delegados.
Jaci e seguidores,trabalho no calabar e acho muito engraçado,e fico horrorizado com a cara de pau de nosso secretario,como ele pode dizer que o Policial é treinado para condições adversase tem que ter compreensão? o que ele entende por compreensão? vc todos os dias receber comida estragada para almoçar? isso é condição adversa ou humilhação? se fosse um dia só que acontecesse isso poderia até ser tratado como condição adversa,mais são todos os dias.
Obs:Depois que a Aspra juntamente com o Aqueima Roupa e o Ig denunciaram essa situação o almoço parou de chegar ”azedo”…Outra curiosidade,parece que a policia comprou um carregamento de frango que nunca acaba…rsrs…parece brincadeira,mais estamos desde a entrada no nordeste 29/03 comendo frango assado,farofa de feijão e arroz…
Faalar eé fácil….é preciso ver na prática se as coisas estão acontecendo….
Maurício a unica PM que não tem a quantidade mínima da graduação de Cabo é a da Bahia, os PMs vivem marcando passo, hoje, 21/04 esperávamos algo novo, mas não chegou nada.
Olá. Nós também queremos entrar na fila, para parabenizar a competente jornalista pela excelente entrevista com secretário de segurança. Estamos republicando a entrevista no nosso site: http://www.radiowebjuazeiro.com
Receba o nosso abraço e os nossos cumprimentos.
Caros, grata pelo elogio e por nos acompanhar. Abraço à galera juazeirense da galera AQR.
Em tempo de guerra a verdade é tão preciosa que tem que ser guardecida por uma escolta de mentiras. William Thatcher. Estamos vivendo em tempo de guerra urbana, o poder só é mantido quando a “maquiagem” realizada na verdade dos fatos consegue enganar a muitos, todavia pode-se enganara a muitos por muito tempo, porém não se pode enganar a todos por todo tempo. Algumas perguntas ao Secretário foram pertinentes, mas gostaria de fazer alguns questionamentos como: 1. Quando o Governo vai pagar a URV? 2. Qual o verdadeiro critério para assumir algum cargo de diretoria, tem que ser do sindicato dos delegado, tem que ser “menudo”, ou é coincidência, já que os delegados diretores são todos do sindicato e “menudos”? 3. Porque a Superintendência de Inteligência é comandada por um amigo do Secretário que é Agente da Polícia Federal e este tem sobre sua tutela Delegados de Polícia, ferindo assim frontalmente a hierarquia, na Polícia Federal do Secretário ocorre isto? 4. Existe combustível suficiente para as rondas motorizadas? 5. A quem interessa as Delegacias funcionarem tão precariamente, sem impressora funcionando bem, sem papel para impressão, sanitários imundos, salas de S.I que parece mais um chiqueiro, é para afastar o cidadão e este não ir registrar o B.O (Boletim de Ocorrência), e assim aparentemente reduzir as queixas? 6. A aposentadoria aos 30 anos de serviço para o Policial Civil já é Lei, porque a Secretaria de Segurança através do Setor Pessoal não cumpre a Lei, é medo de haver uma debandada em massa, devido a insatisfação de quase todos policiais? 7. O compromisso do Secretário é com o Governo, com o povo ou com os “menudos”? 8. Aonde está tramitando a denúncia dos carros furtados, roubados que circulavam nas mãos de algumas “autoridades” e que hoje estão no comando? 9. O problema de desvio de conduta todos nós sabemos que infelizmente não é “privilégio” da Polícia, em todos os setores ocorre, porque o tratamento é diferenciado na Polícia, quer exemplo? 10. Qual o projeto da SSP no tocante ao Policial Civil, deixar de uma vez de ser carcereiro desqualificado e voltar as ruas para fazer investigações?
Por hora são apenas dez perguntas, se o Secretário respondê-las com sinceridade e franqueza, assegura que ficará abaixo da média, aliás como está a avaliação da Segurança pública em nosso Estado.
ninguem ta ligando pro policial nao pessoal, principalmente soldado da pm. para com isso , a mais pura verdade, os caras querem pousar de bonzinhos , fazer muito com pouco
Excelente a entrevista concedida pelo secretário de Segurança Pública, Dr. Maurício Teles, à jornalista Jaciara Santos. Igualam-se, entrevistado e entrevistadora, na capacidade de questionar da segunda – fato que não me faz tomado de surpresa -, bem como na sobriedade e competência em responder do primeiro.
Aliás, quando escrevi o artigo Espiral Ascendente, publicado neste mesmo veículo dias atrás, havia comentado sobre minha observação acerca da postura e do discernimento do atual gestor da pasta da Segurança baiana, quando discorri sobre ele e a atual administração que ainda caminha no seu gênesis. Repito trecho dali retirado:
“(…) Consequente, consciente, comedido nas palavras, mas, capaz na forma de dizê-las, competente, bem intencionado e aguerrido, é assim como vejo o novo Secretário da Segurança Pública da Bahia, não o conheço, mas, homem de inteligência que também sou, conheço-lhe as referências. Como era de se esperar, acercou-se dos jovens valores desta policia baiana, de tantos iluminados, montando seu staff, uma plêiade de bravos capazes de fazer girar bem a máquina sob seu comando, profissionais que, consoante dito acima, conheço desde que ensaiaram seus passos primeiros na casa.(…)”
Alguns comentários feitos sobre os meus escritos me permitem dizer que boa parte dos leitores não pôde alcançar a mensagem inserida ali, repleta de confiança neste novo porvir da polícia baiana como um todo, mas, não me cabe aqui criticá-los, talvez, quem sabe, a minha incapacidade em ser claro na mensagem, tenha sido a culpada por isto.
Destarte, reafirmo este crédito na juventude que assume os postos de comando da instituição – a qual servi por mais de três décadas – liderada pelo Dr. Maurício e renovo as congratulações pela entrevista.
abraços,
Valdir Barbosa
Dr. Valdir, agradeço os elogios, a gentileza, a confiança e, sobretudo, a sua amizade. Abraço fraterno, Jaciara
Gostaria de saber a opnião do conceituado site, pelo não cumprimento por parte do então Governador Jaques Wagner, à LEI de Anistia de nº 12.191/2010, que pode ser lida aqui – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12191.htm –
Onde em épocas passadas era bandeira eleitoreira do mesmo, em desfavor do “Carlismo” passado, hoje o mesmo “JW” se diz contra e nega qualquer ação em favor dos Policiais.
PARABÉNS A GESTÃO WAGNER. TEM QUE SER ASSIM MESMO, QUEM NÃO ACEITAR QUE SAIA. VAMOS AGORA ELEGER O SEU SUCESSOR QUE CERTAMENTE TRARÁ UM OUTRO “MAURICINHO”.
“Já joguei a toalha”. Excelente o seu comentário. Sua sugestão de perguntas para a competente repórter Jaciara, melhor ainda. Parabéns.
Jaciara, por favor, não se esqueça de fazer essas perguntas ao Senhor Secretário na sua próxima entrevista. Obrigado.
Caro Mário Cesar, espero ter a oportunidade de voltar ao secretário Maurício Teles para fazer as perguntas sugeridas. Mas, como você pôde ver nesta entrevista, a empreitada não foi lá muito fácil, né? rs rs
o secretario .mesmo um cara de pau mentiroso descobre um santo para cobrir outro tira policiais de outras areas para implantar upp e fazer propaganda enganosa a pedido do governadorpensando que os o povo baiano não esta vendo o que esta acontecendo a prova é que cada dia aumenta a criminalidade é só se ligar nas noticias diaria pra ver até trita traficantes de arma na mão no boqueirão do nordeste de amaralina como foi mostrado no se liga bocão acho que estava na hora do governador que nunca comprio com sua palavra como ele prometeu nas eleições parar de mentir e ainda contratar outro mentiroso e colocar como secretario de segurança publica triste bahia