Tremendão engole gatinho e é o novo campeão Baiano!

Na marca do pênalti


Alguém disse há tempos atrás que o futebol pune, e pune mesmo! O Vitória tinha a faca, o queijo e as torradas nas mãos para ser pentacampeão baiano, um feito inédito na história do clube, uma marca emblemática para a massa rubro-negra, a sorte estava lançada! Sorte jogada no Barradão, casa cheia, um corre-corre danado, o adversário era o Bahia de Feira, até então, segunda melhor campanha do baianão, vantagem do empate para os comandados do Delegado Antônio Lopes, o circo estava armado, a festa montada, mas ninguém contava com o “Tremendão”, que foi convidado de luxo e azedou o caruru cheio de quiabo do gatinho que se diz Leão!

O Bahia de Feira foi mais time que o Vitória desde o começo do jogo, tinha uma formação tática perfeita, armada pelo competente técnico Arnaldo Lyra, chegou dando as cartas e mandando no baba, o gatinho miau recuou, ficou na defensiva, jogando no contra-ataque, era dono do regulamento, tava todo todo se querendo e se bulindo pra levantar a taça… O empate bastava, mas a incompetência de Nikão era latente, a falta de pontaria de Elkeson também, não era dia do negócio engrenar, Geovani até que fez uma graça com um gol de falta, foi como dar o presente e tomar ligeiro das mãos de uma criança… Alegria vermelha e preta, não duraria muito!

No final do primeiro tempo, o meia Bruninho cobrou um escanteio e Alysson, lateral, meteu o cabeção na bola pra empatar, tava começando a feder a coisa pro Vitória. Daí em diante, meu filho rolou o intervalo e a gente imagina a empolgação de Lopes pra comandar a galera nos vestiários, neguinho, branquinho, pardinho e todo tipo de “inho” se achando campeão, e o sapeca esquentando no fogão de seu Arnaldo. Viáfara, acostumado a provocar, com a língua maior que a BR 324, tirando onda de líder e esquecendo de agarrar, que é sua função, já deveria ter vazado do time, já deu, chega, acabou, mas insistem, pagam pra ver, enxergam e se calam.

O que falar da defesa rubro-negra, hein? Batendo cabeça, tomando gol besta, entregando o peru “de com força”! O gatinho ficou abestalhado, entrou na roda e o Bahia de Feira aproveitou e botou mais um na conta do colombiano desastrado, 2×1 e o título já estava com o “Tremendão”, a ficha da galera do miau começava a cair, mas já era tarde, Inês tava mortinha, não tinha jeito a dar… Troca Nikão por Rildo, coloca Neto Baiano no time, tenta de tudo, não dava mais Lopes, a moqueca de arraia já tinha ido pro beleléu, acabou a graça!

Lamentos, desculpas, explicações, o Baianão 2011 já tinha dono, já tem dono, o Bahia de Feira! O resto é choradeira e incompetência rubro-negra. O “Tremendão pega, engole, cala e faz refletir, a história de 2006 se repete, o Vitória não é mais aquele, olha a cara dele!

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Sobre Matheus Morais

Matheus Morais é jornalista graduado em 2008 pela Unijorge. Começou a trabalhar aos 17 anos e não parou mais: dois anos na Assessoria de Comunicação da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, um ano e meio na Agência Ewé de Notícias Ambientais da Unijorge e mais um ano no Portal Esportivo (http://www.portalesportivo.com.br/), site voltado para as notícias do futebol nordestino. É um apaixonado pela baianidade e pelos esportes (apesar de não praticá-los), mais especificamente pelo futebol. Concluiu a graduação em Jornalismo com a produção do site Página Esportiva, voltado para as notícias do esporte amador em toda Bahia. Ainda não sabe bem quais serão os rumos da sua carreira, mas, como costuma dizer, “é pau pra toda obra”.