Acontece amanhã (29), na sede social localizada no Dique do Tororó, a comemoração pelos 43 anos de fundação do Apaches do Tororó, o mais antigo bloco de índios do Carnaval de Salvador. Os festejos começam hoje (28), às 19h, com uma missa em ação de graças, na igreja da Capelinha do Tororó, e prosseguem amanhã (29), a partir das 16h, na sede social (Dique do Tororó). A velha guarda do bloco vai estar reunida para celebrar a data junto com o público convidado.
O Apaches foi fundado em outubro de 1968, a partir de uma brincadeira de um grupo amigos residentes no bairro do Tororó, e se caracteriza por ser um bloco popular. Comprometido com as questões de ordem social, ao longo de sua trjetória, desenvolveu uma série de projetos voltados para as camadas menos favorecidas da sociedade.
Dentre as atrações previstas para a festa de amanhã, estão confirmadas apresentações dos grupos Reduto do Samba, Banda Perfil, Grupo Trivial e Vivavoz. Contatos e informações com Zelia Silva (71) 8751-8332 e Adelmo Santos (71) 8832-2024.
SERVIÇO:
O QUE: 43 anos do Apaches do Tororó
QUANDO: Hoje (28/10) e amanhã (29/10)
ONDE: Capelinha do Tororó e quadra social (Dique do Tororó)
QUANTO: Grátis
INFORMAÇÕES: Zelia Silva (71) 8751-8332 e Adelmo Santos (71) 8832-2024
Textos relacionados:














Jaciara, já mouvi histórias muito legais sobre a vida do Apache com o Samba da Bahia.
O gosto que dava aqueles poetas a fazerem sambas para o nosso carnaval.
Bem que se poderia gravar uns CD e DVD com sambas daquela época!
Paulinho do Reco, Henrique Nego, Dr. LM e outros que digam como era o Apache.
Os Apaches do Tororó foram antes de tudo alvo, senão vítimas, dos preconceitos anti-negros, anti-povo, anti-pobres; essas belas invensões que a sociedade baiana tem o segredo de criar. Tidos como violentos, baderneiros, sanguinários, dizia-se deles muita coisa inclusive aquela história de colocarem lâminas nas machadinhas para agredir – claro que gratuitamente – as pessoas de bem.
O tempo passou e hoje bloco dito popular tem aos montes, vagabundos, chubregas, ridículos, constragedores de mau gosto.
E o carnaval acabou; o carnaval do povo, do pobre, das pessoas de bem que só queriam ver passar.
É bom que se fale dos Apaches hoje, que se fale do seu Tororó natal – hoje um bairro favelizado e desprezado pelas administrações públicas – do seu combate para existir e divertir pessoas, sem apoio da mídia de então que os via somente com olhos da discriminação.