Souza já tinha prometido durante a semana; “Vamos ganhar o jogo. Nem que para isso a gente tenha que sangrar em campo”. Como promessa é dívida, Souza, todo o time do Bahia e Joel estão em dia com a torcida, pelo menos até a próxima partida..
Num jogo que ficará para a história, o Bahia virou para cima do São Paulo, venceu por 4 a 3 e enlouqueceu os mais de 30 mil tricolores no Estádio de Pituaçu.
Assim como na partida contra o Vasco da Gama, o Esquadrão partiu pra cima e encarou o São Paulo de igual para igual, mas esbarrou na boa marcação do time paulista. Quem abriu o placar foi Wellington; em bonita jogada, o volante são paulino deu um chapéu em dois jogadores adversários e emendou de primeira, 1 a 0. Lindo gol.
Apesar da boa partida, principalmente da boa surpresa no meio de campo do Bahia, o jogador Magno, a primeira etapa acabou mesmo em vantagem de um gol para o São Paulo.
Joel deve ter dado uma bronca daquelas no vestiário e voltou com Júnior no lugar de Gabriel para o segundo tempo. Parece que a coisa deu certo, no primeiro lance do “Anjo loiro”, bom passe para Souza, que finta o zagueiro e de fora da área manda colocadinha no canto do goleiro Dênis. Golaço, 1 a 1. Isso aos 55 segundos. Mas exatamente como aconteceu contra o Figueirense, a torcida não conseguiu nem comemorar. Aos dois minutos, o garoto Lucas, que já vinha infernizando a vida dos zagueiros tricolores, faz uma pintura de gol. De fora da área, no ângulo, sem chances para Marcelo Lomba. 2 a 1.
Mas igual à torcida do Bahia eu nunca vi. Mesmo com o placar adverso, Dagoberto, Lucas e companhia bagunçando o esquema de Joel, a torcida não parava de entoar seus cantos de motivação e incentivo para os jogadores. Ainda assim, o São Paulo ampliaria a vantagem com Cícero, traíra, ex-tricolor, mandou no cantinho. 3 a 1 para os paulistanos.
Ai é inevitável não pensar: agora já era, 3 a 1 no placar, 15 minutos do segundo tempo, nem Binha, um dos mais otimistas torcedores do Bahia que conheço, acreditaria numa reviravolta. Mas ela veio. Lulinha e Nikão, juntamente com Júnior entraram em campo para mudar completamente a história deste jogo. Aos 23, Nikão cruzou na medida para Lulinha empurrar para dentro. 3 a 2. A partir daí o Esquadrão de Aço dominou o jogo e passou a criar inúmeras oportunidades, em uma delas, Marcos cobrou escanteio, a bola passa por todo mundo, Souza pega a sobra e cruza na cabeça de Fahel, 3 a 3, euforia em PituAço. Ainda dava tempo, eram 28 minutos, Júnior, em mais uma assistência, deixa Nikão livre pela esquerda, o garoto tenta cruzar, a bola desvia e entra. Virada espetacular, 4 a 3.
Agora o Bahia vai com moral para fazer dois jogos fora de Salvador, o primeiro é contra o Atlético de Goiás, dia 13, às 19h, no Estádio Serra Dourada. A segunda é uma pedreira, contra o Internacional, dia 16, às 20h30, no Beira Rio.
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Grande, jogo, lavou a alma de uma torcida apaixonada que merecia essa alegria. Né, Leonardo Aguiar? Foi lindo. Parabéns pela matéria, tá redondinha igual a bola que rolou ontem 4x para a trave do SPFC
BAHÊAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Esse é o time que tem coração na chuteira e sangue vermelho azul e branco nas veias.
BORAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Mônica, Leonardo tambem é da família AQR, mas as matérias, as imagens e os vídeos produzidos atualmente nos jogos do Bahia, é atraves do jornalista Marcelo Issa, Ok!? Obrigado e forte abraço!