Aparentemente sensibilizado ante o obsoleto argumento de defesa da honra, o conselho de sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador absolveu no final da tarde desta segunda-feira (12) o funcionário público Roque Nogueira Pires, acusado de mandar matar, em 14 de setembro de 1999, o empresário da insdústria gráfica Antônio Figueiredo. O crime aconteceu em meio a uma emboscada, no bairro de Brotas, e teve como autor material Noedson Carvalho Miguel, já condenado pelo homicídio.
Esta foi a segunda vez em que Roque foi a júri sob a acusação de encomendar a morte de Figueiredo. O primeiro julgamento foi anulado. Com a decisão desta tarde, ele não corre risco de voltar a responder pelo crime e a decisão não cabe recurso, como explica o criminalista Osvaldo Emanuel Alvers, que atuou no processo como assistente da promotoria.
De acordo com os autos do processo, Roque admite ter descoberto que a esposa o traía com a vítima, o que lhe forneceria uma possível motivação para encomendar o assassinato.
Presidido pelo juiz Vilebaldo José de Freitas, o julgamento teve como representante do Ministério Público o promotor de justiça Davi Gallo Barouh. A defesa esteve a cargo do advogado Abdon Antônio Abade dos Reis.
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