Brasileirão: Bahia estreia empatando com o time B do Santos

Na marca do pênalti


Hélder e Titi disputam bola pelo alto com Borges

 

Apesar de ser a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, já deu para perceber que o torcedor do Bahia vai passar raiva este ano. Não precisa ser nenhum gênio do futebol para perceber que por mais um ano o Bahia vai disputar a Série A se preocupando com o rebaixamento. Ou o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho, trás jogadores que realmente reforcem o elenco, ou vai dar com os burros n’água, ao achar que esse time que conquistou o título Baiano é suficiente Para disputar uma das competições mais difíceis do mundo.

A agonia começou hoje, em baixo de um pé d’água. Jogando contra o time B do Santos, o time de Falcão não conseguiu sair do 0 a 0 e irritou o torcedor tricolor, que encarou a forte chuva que caia na cidade, acreditando num triunfo.

O técnico Paulo Roberto Falcão resolveu inventar de última hora e escalou Ciro no lugar de Júnior, só não se deu mal porque Borges e companhia não estavam muito inspirados. O número nove, pelo menos neste jogo, só finalizou uma vez, o que resultou na boa defesa de Aranha, o melhor jogador em campo.

Morais começou jogando no lugar de Diones para deixar o Bahia mais ofensivo, mas o cara além de não ter jogado nada, deixou o campo no início da segunda etapa com uma lesão na coxa. Magno entrou e foi com ele que o Esquadrão viveu seu melhor momento no jogo, não marcando o gol por detalhes.

Como de costume, o time não acertou nada na primeira etapa. Tomou bola na trave, falhou muito na marcação e errou muitos passes. Parecia replay das últimas partidas: a equipe não conseguiu render e foi para os vestiários de cabeça quente.

Um segundo tempo melhor - O Santos passou a se defender e a gostar do empate. Júnior tambem entrou e, ai sim, um Bahia ofensivo. Zé Roberto tambem entrou no lugar de Lulinha, mas o que houve com este jogador? Parece que só veio de férias à Salvador. O cara é ridículo. Não acerta um passe, não ganha uma bola, não consegue correr. Estão pensando que o torcedor é idiota. Tem alguem ganhando por fora pela compra dos 50% deste atleta, que até agora, não deu assistências e nem fez gols, só está mamando no clube. Sendo redundante mesmo, ou o Bahia reformula este elenco, enquanto há tempo, ou vai penar como no ano passado.

Voltando aos 45 minutos complementares, Júnior teve três boas chances, mas Aranha defendeu todas. O Santos tambem assustava, mas o Bahia é quem ia para o abafa, porém, sem tranquilidade na hora da finalização. Zé Roberto foi vaiado nas poucas vezes que tocou na bola. Por outro lado, Magno, melhor pelo lado tricolor, e olhe que o cara só entrou aos 15′ da etapa final, deu muito mais velocidade a equipe e deixou o torcedor se perguntando: porque Falcão não entrou com Magno e Júnior de cara?

Falcão começa a entrar numa sequencia nada boa de resultados. Já são quatro jogos sem vencer e a coisa ainda pode ficar pior. Pois na próxima quinta (24) tem uma missão quase impossível, no Olímpico, frente ao Grêmio, precisando ganhar por dois gols de diferença para ir a inédita semifinal da Copa do Brasil. Sem esse resultado e, se por ventura, não conquistar pontos nos dois jogos fora de casa, na segunda e terceira rodada do Brasileirão, contra São Paulo e Atlético Mineiro, a lua de mel com a torcida pode acabar muito antes do previsto.

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Sobre Marcelo Issa

Marcelo Issa (marcelo@aqueimaroupa.com.br) Além de escrever para o AQR, Marcelo atualmente é Jornalista da Diretoria de Atenção Básica (DAB) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e nas horas vagas, Músico. Trabalhou em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Social – CAR – da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, para o Projeto Gente de Valor. Foi Reporter no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), elaborou CLICS (jornais coorporativos) para empresas como KALANGO COMUNICAÇÃO INTEGRADA e BRASKEM. Atuou também na Assessoria de Comunicação da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (PRODEB), na Assessoria do Instituto Educar e foi Assessor de Comunicação do compositor e pesquisador Paulo Costa Lima. Como Assessor de Imprensa trabalhou no 25° Simpósio Internacional de Disfunção e Patologia da (ATM). Como músico, Marcelo acompanhou a banda baiana NAVIO NEGREIRO durante sete anos, dois destes em turnê pela Europa, onde se apresentou com diversos artistas como a cabo verdiana Carmen Souza, a portuguesa Mariana Abrunheiro e o baixista Théo Pascal. Atualmente faz parte do Grupo CANTO IN VERSO.