Por ora, política é o assunto corriqueiro nas praças, escolas, armazéns, faculdades, esquinas, enfim, em qualquer roda de bate-papo. É motivo para apostas, intrigas e debates exaltados. Esse é o período das definições de chapas e de convenções, momento em que os “times” entram em campo. Até outubro, sentiremos a sensação de que, possivelmente, já vivenciamos todas essas mesmices políticas em eleições passadas. Chega a ser entediante. Mudam-se apenas os personagens! Todavia, devemos saber que “aqueles que não se interessam por política, estará sujeito a ser governado por aqueles que se interessam”, como já dizia Arnold Toynbee. Portanto, precisamos ser participativos e agentes modificadores da nossa realidade. Para isso, necessita-se de parâmetros eficientes que vislumbrem tão somente o pensamento coletivo.
Definitivamente, educação é o fator preponderante que justifica os meios e fins de qualquer processo político. Assim, podemos analisar os mecanismos, causas e consequências pelas quais estaremos sujeitos. Educação e política são inseparáveis, todavia distintos. Devem caminhar complementando-se a fim de gerar bons dividendos à população – maior beneficiária dessa relação. O método de fazer política mudará à medida que a sociedade é incrementada com um maior nível educacional e de conscientização. Dessa forma, diminui-se o seu uso político e o respeito à cidadania se torna perceptível. Trocar-se-á pedidos de bujão, cadeira de roda, etc., pelos reais interesses da cidade, estado ou nação.
Entretanto, o retrato do presente, tragicamente, é a substituição de homens públicos em benefício de homens oportunistas – esses que aderem a qualquer governo almejando unicamente atender seus interesses particulares em detrimento da coletividade. Atravessamos um período de contra-senso, pois ao passo que o mundo evolui tecno-cientificamente e sob diversos âmbitos, no Brasil ainda recorremos a fazer política dos tempos de outrora, sem discussões, sem projetos, em suma, sem ideologia qualquer. O pensamento que ecoa nos ditos “líderes políticos” é o desejo de barganha – salvo raríssimas exceções. Nada mais. O poder é o que seduz. O povo sempre em segundo plano. É tempo de hipocrisia.
Obviamente, não adianta pensarmos que o atual cenário mudará facilmente, pois faz parte de um processo gradativo. Negligenciar a política não é atitude inteligente, já que o que decide nossa vida em sociedade é, querendo ou não, por meio dela. É preciso que haja vozes que, definitivamente, defendam o aprimoramento da nossa educação para que, enfim, possamos seguir o caminho de uma política pautada no embate de ideias, discutindo melhoria dos serviços públicos e assim, deixar para trás essa politicagem que ainda está arraigada em nossas vidas. Ganha o povo. Ganha a cidadania.
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É isto aí minha cara Luciana! Parabéns pelo texto.
A EDUCAÇÃO é o eixo estruturante da consciência, da personalidade, da reflexão e da cidadania. Infelizmente, teóricos da idelogia construtivo-participativa, viraram-lhe as costas e persistem em manter, pasme!!!, nêste novo século, os padrões : ” Casa Grande e Senzala “. Quanta conveniência! dormitar no status quo antes. Que desoladora constatação! Que desolador futuro!
Para não chorarmos lágrimas de sangue, já que os corações estão sangrando, só nos resta conceber o seu alerta e de forma pacífica e continuada lutarmos por uma EDUCAÇÃO participativa verdadeiramente transformadora.
André Sousa Santos
Caro André,
grata pelos elogios, mas, na realidade, eles devem ser direcionados ao autor do texto, Tiago Fonseca Nunes.
Abraços,
Luciana
OK Luciana! parabéns então meu caro Tiago!, falha nossa. Haveremos de perguntar: o que fizeram da nossa fé…?
André.