Não foi aquele São João farto com os três pontos que a torcida queria, mas o pontinho conquistado no 1 a 1, em Florianópolis, contra o Figueirense, já deu para abrir o apetite.
Foi um jogo meio sem graça, sem muitas emoções. Bahia e Figueirense não empolgaram seus torcedores. Bom para o Bahia, que fez seu papel como visitante e beliscou ponto, pior para o time da casa, que desperdiçou a chance de vencer frente à sua torcida.
A primeira etapa teve um Bahia bem postado em campo, sem deixar o Figueira apertar o parafuso. A correria de Jones e a boa movimentação de Elias fizeram o tricolor baiano chegar algumas vezes com perigo ao gol adversário. Já o time catarinense tentava com jogadas forçadas e bolas alçadas na área, mas esbarrava na boa estreia de Lucas Fonseca, na segurança de Danny Morais e nas defesas milagrosas de Marcelo Lomba.
Já a outra cara nova do Bahia em campo, o meia atacante Mancini, teve uma participação mais modesta. Ele até tentou tabelar, chutar a gol, dar passes, mas a falta de ritmo pesou e não deu para mostrar grande coisa.
O empate sem gols na primeira etapa deve-se colocar na conta o árbitro Heber Roberto Lopes. O cara simplesmente não marcou um pênalti claro a favor do Esquadrão. Mancini recebeu na grande área e nitidamente foi tocado, mas o juíz paranaense ignorou. Certamente teria feito a diferença no resultado final.
Na segunda etapa as equipes voltaram numa pegada mais agressiva, para decidir o jogo, e foi o Figueirense que abriu o placar, aos sete minutos: Cobrança de escanteio desviada e Júlio César aproveitou a falha da zaga e entrou livre para empurrar para as redes, 1 a 0.
Após o gol sofrido, o Bahia tentou empurrar o adversário para seu campo. Falcão pensou rápido e mudou: Entraram Vander e Hélder, nos lugares de Júnior e Ávine. Em sua 220° partida, o lateral esquerdo fez uma péssima atuação.
A marcação tricolor melhorou, mas o Figueirense teve a chance de matar o jogo e, num lance incrível, por três vezes a bola teimou e não entrou. Marcelo Lomba, em duas delas, fez defesas que salvaram o Bahia da derrota.
Lulinha tambem entrou e o Bahia melhorou, tanto que, aos 34′, conseguiu o empate: Vander bateu bonito da entrada da área e marcou um belo gol, 1 a 1. Depois disso não teve tempo mais para muita coisa e o time de Falcão administrou o empate fora de casa.
Com esse resultado o Bahia caiu para a 15° colocação e encara, no próximo domingo (1°), às 16h, o Internacional, no estádio de Pituaçu.
Figueirense 1×1 Bahia – 6ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A
Data: 24/06/2012
Local: estádio Orlando Scarpelli
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Ronan Marques da Rosa (SC)
Figueirense: Wilson; Pablo, Canuto, Anderson Conceição e Marquinhos; Ygor, Túlio e Almir (Luiz Fernando); Julio Cesar, Aloísio e Caio (Botti). Técnico – Argel Fucks
Bahia: Marcelo Lomba; Fabinho, Danny Morais, Lucas Fonseca e Ávine (Hélder); Fahel, Diones, Jones (Lulinha) e Mancini; Elias e Júnior (Vander). Técnico – Falcão
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Sou torcedor do Bahia e infelizmente este filme eu já vi e tenho, assim como muitos outros torcedores, de ficar preparado para no final do ano ficar com o coração na mão a espera do grupo de rebaixados e rezando para que o nosso Bahia não esteja incluso. Por que eles, dirigentes, deixam para montar o time emcima da hora, será que o coração do torcedor do Bahia é mas forte dos outros torcedores? E não venham dizer que o time é montado para o baiano pensando no brasileiro que não é.
Darino Sena não é nenhum Nostradamus para prevê que a diretoria do Bahia contrata mal, é sabido que o problema do tricolor não é tático. O time baiano da 1° divisão precisa saber contratar o próprio elenco. O escrete vai mal, porque a comissão técnica tem que improvisar.
Chega de pontinho conquistado fora. Equipe que aspira Libertadores das Américas, deve fazer o dever de casa e ganhar bem fora. Enquanto houver improviso. Haja paciência!
“Ninguém nos vence em vibração”, não adianta ter uma torcida “romântica”, se o plantel não deixa o tricolor satisfeito. Seria melhor uma torcida “neo moderna”, que cobrasse melhores atletas e participassem de forma ativista. Para assim ter um time vibrante como a torcida