Brasileirão: arbitragem complica e o Bahia perde para o Flamengo

Na marca do pênalti


Apesar de jogar melhor mais uma vez, o Bahia perdeu outra em Pituaçu

 

Antes do jogo entre Bahia e Flamengo, os técnicos Paulo Roberto Falcão e Joel Santana estavam na corda bamba. Mas após o apito final, com a derrota tricolor, por 2 a 1, para os rubro negros cariocas, a coisa ficou pior para o lado de Falcão.

Na prática, prevaleceu aquela velha máxima do futebol: “quem não faz, toma”. E assim foi. O Bahia, a exemplo do que aconteceu na partida contra o Internacional, jogou bem e impôs um bom futebol, mas a má pontaria quando se está na frente do gol e as falhas no setor defensivo, foram decisivos para que o Bahia esteja na zona de rebaixamento, e, por enquanto, na 18° posição na tabela de classificação.

Se no ano passado o Bahia fez a festa contra os cariocas, perdendo apenas uma partida, contra o Vasco, na partida ocorrida em Pituaçu, neste ano é só decepção. Até agora foram três jogos e três derrotas. E o torcedor tricolor já deve estar prevendo o pior, já que a próxima partida do Bahia é contra outro carioca, o Fluminense.

Durante quase toda a partida o Bahia foi superior, exigindo boas defesas do goleiro Paulo Victor, o Flamengo chegava pouco, mas quando chegava, era perigoso. Numa dessas, o capitão Titi deu o leite, e de bandeja, Hernane encheu o pé, 1 a 0 Flamengo.

Mas o Bahia não se intimidou e partiu pra cima. Aos 37′ Gabriel recebeu lançamento, invadiu a área e cruzou certeiro para Kléberson marcar seu primeiro gol com a camisa tricolor. 1 a 1.

Quando Luíz Antônio, lateral direito do Flamengo, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, ainda na primeira etapa, os mais de 30 mil presentes devem ter pensado que era o dia do Bahia e a virada era algo natural. Não foi.

No segundo tempo Falcão inventou demais: tirou Fahel e colocou o rapaz que acha que é jogador de futebol, o Jones carioca, para “dar mais velocidade”. O time veio ainda mais pra cima do Flamengo e criou diversas oportunidades, mas quem não faz, toma.

Contando com um baita reforço, o árbitro Francisco Carlos Nascimento, o Flamengo conseguiu, mesmo com um jogador a menos, fazer o segundo gol e vencer o jogo. O cara marcou um pênalti inacreditável, inexistente, que Renato Abreu bateu e marcou, selando a vitória do Flamengo sobre o Bahia, 2 a 1. Na próxima rodada o Bahia encara o Fluminense, no Engenhão, quinta-feira (19), às 21h.

Eu gostaria de deixar escrito uma provocação: Até quando o futebol será refém deste tipo de situação? Até quando escreveremos sobre este tipo de coisa? Até quando as equipes nordestinas serão vítimas deste tipo de delito? É absurdo testemunhar o favorecimento das equipes do Sul/Sudeste, sempre mantendo o futebol Norte/Nordeste como coadjuvante no cenário futebolístico brasileiro.

 

 

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Sobre Marcelo Issa

Marcelo Issa (marcelo@aqueimaroupa.com.br) Além de escrever para o AQR, Marcelo atualmente é Jornalista da Diretoria de Atenção Básica (DAB) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e nas horas vagas, Músico. Trabalhou em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Social – CAR – da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, para o Projeto Gente de Valor. Foi Reporter no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), elaborou CLICS (jornais coorporativos) para empresas como KALANGO COMUNICAÇÃO INTEGRADA e BRASKEM. Atuou também na Assessoria de Comunicação da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (PRODEB), na Assessoria do Instituto Educar e foi Assessor de Comunicação do compositor e pesquisador Paulo Costa Lima. Como Assessor de Imprensa trabalhou no 25° Simpósio Internacional de Disfunção e Patologia da (ATM). Como músico, Marcelo acompanhou a banda baiana NAVIO NEGREIRO durante sete anos, dois destes em turnê pela Europa, onde se apresentou com diversos artistas como a cabo verdiana Carmen Souza, a portuguesa Mariana Abrunheiro e o baixista Théo Pascal. Atualmente faz parte do Grupo CANTO IN VERSO.