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A cada dia, percebemos o quanto somos plurais. No mundo de hoje, várias são as faces, ou melhor, habilidades de nós humanos. O médico Clóvis Filho nos brinda com um maremoto de sentimentos em seu poema:
Mar revolto…
Bate e esprai-se em espumas…
Lambendo a areia úmida e receptiva,
Diluindo o ímpeto, seguindo o seu caminho…
Qual ser amado, buscando sua amada,
Avançando sobre o seu corpo…
Misturando-se, os dois, no mesmo leito…
Ele, queda-se cansado pela longa viagem…
Ela, recebe-o em seus braços e pernas, envolvendo-o…
Juntos, adormecem entrelaçados, misturados…
Mar revolto…
Batendo na rocha, espanando espumas.
Arrebatando com a sua fúria, violentando a pobre rocha…
Qual ser mal amado, destilando sua mágoa na mal amada oprimida…
Ele, incansável, causando estragos por todo o percurso,
Ela, destroçada, em pedaços, voando…
Tentando outro rumo…
Assim é o mar revolto… A areia…O Mal Amado.. A Rocha…e O Ele… e O Ela…
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