Movimento Simone Pinho encerra as atividades por falta de apoio

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Josenilda: "Esse movimento é a minha vida. Foi ele que me ajudou a seguir em frente quando eu descobri a triste realidade do que tinha acontecido com a minha filha"
Josenilda Ribeiro Lima é uma daquelas pessoas a quem se pode chamar de iluminadas, sem medo de errar. Ela soube sublimar e transformar em amor ao próximo a dor da perda da filha, Simone Lima Pinho, desaparecida em junho do ano 2000. A jovem foi sequestrada e morta por um assassino em série. A partir daí, ao invés de se entregar ao desespero, ela decidiu ajudar pessoas envolvidas em dramas iguais ao que viveu. Nascia, em setembro de 2002, o Movimento Nacional de Busca e Apoio a Pessoas Desaparecidas Simone Pinho, fundado e presidido por Josenilda. Em oito anos de existência, a ONG catalogou 3.091 pessoas desaparecidas e ajudou a encontrar 656 delas. Hoje, Josenilda experimenta novamente a frustração de perder outro bem precioso. Por falta de apoio, a ONG está sendo desativada. “É como se estivessem arrancando um pedaço de mim pela segunda vez”, resume. Natural de Água Fria, interior da Bahia, professora, 58 anos, divorciada, Josenilda foi, também, generosa colaboradora do Onde Está? A seguir, ela fala da sua experiência e deixa, em poucas e simples palavras, outra grande lição de vida: “Esse trabalho foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu descobri que feliz é quem dá e não quem recebe, descobri que a melhor coisa do mundo é ajudar”.







































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