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Arquivo da Categoria ‘Especial’

Movimento Simone Pinho encerra as atividades por falta de apoio

1, setembro, 2010 Arlita Santana 4 comentários
Especial

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Josenilda: "Esse movimento é a minha vida. Foi ele que me ajudou a seguir em frente quando eu descobri a triste realidade do que tinha acontecido com a minha filha"

Josenilda Ribeiro Lima é uma daquelas pessoas a quem se pode chamar de iluminadas, sem medo de errar. Ela soube sublimar e transformar em amor ao próximo a dor da perda da filha, Simone Lima Pinho, desaparecida em junho do ano 2000. A jovem foi sequestrada e morta por um assassino em série. A partir daí, ao invés de se entregar ao desespero, ela decidiu ajudar pessoas envolvidas em dramas iguais ao que viveu. Nascia, em setembro de 2002, o Movimento Nacional de Busca e Apoio a Pessoas Desaparecidas Simone Pinho, fundado e presidido por Josenilda. Em oito anos de existência, a ONG catalogou 3.091 pessoas desaparecidas e ajudou a encontrar 656 delas. Hoje, Josenilda experimenta novamente a frustração de perder outro bem precioso. Por falta de apoio, a ONG está sendo desativada. “É como se estivessem arrancando um pedaço de mim pela segunda vez”, resume. Natural de Água Fria, interior da Bahia, professora, 58 anos, divorciada, Josenilda foi, também, generosa colaboradora do Onde Está? A seguir, ela fala da sua experiência e deixa, em poucas e simples palavras, outra grande lição de vida: “Esse trabalho foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu descobri que feliz é quem dá e não quem recebe, descobri que a melhor coisa do mundo é ajudar”.  

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Como vivem os que vivem na rua…

25, agosto, 2010 Matheus Morais 1 comentário
Especial

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Com informações de Flavia Vasconcelos

Se ligue aí, gente, o À Queima Roupa traz hoje (25) a versão definitiva do documentário À Margem – No limite da Sobrevivência (partes I e II) produzido por dois de nossos colaboradores, Marcelo Issa e Pedro Garcia. A película trazem como tema central a questão dos moradores de rua e como eles podem ser reinseridos na sociedade.

O documentário À Margem, No limite da Sobrevivência, foi produzido e dirigido pelos estudantes do 8º semestre de jornalismo Marcelo Issa e Pedro Garcia, no início de 2010, em Salvador. A intenção, segundo os autores, é mostrar ao poder público que as pessoas que estão em situação de rua não são invisíveis e também merecem a atenção da sociedade. Leia mais…

Alcoolismo: uma fantasia para enfrentar os problemas

19, agosto, 2010 Pedro Moraes 10 comentários
Especial

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Já era tarde. Aproximadamente 2h da madrugada de uma quinta-feira, o empresário Marcelo*, pai de quatro filhos, casado, 45 anos, não estava em casa com a família, mas apenas começando mais uma noite, sentado numa mesa de bar, comendo carne assada e curtindo uma rua quase vazia, regada a muito álcool. E aquele não era um dia atípico na vida dele e sim sua rotina.

Na mesma cidade e noite, em outro bar, encontro o agricultor Fernando*, um jovem de 25 anos, cabelos compridos, de visual rebelde, porém tímido. Sentado à frente de um balcão sombrio, repleto de copos mal lavados, o rapaz se queixava da vida, em um cenário triste e revelador, que se tornara o palco para seu passatempo e fuga diários: se embriagar.  

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Hélio Gomes e o Cine Lapão, uma história inesquecível

15, agosto, 2010 Pedro Moraes Sem comentários
Especial

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Hélio Gomes, aos 72 anos, ainda sonha em levar a magia do cinema de volta a Lapão

Em uma sala lotada, as luzes se abaixavam e uma voz suave e cadenciada anunciava: “Nesse horário está entrando no ar o sistema de som do Cine Lapão. Hoje, vocês vão assistir o filme Paixão de um Homem, estrelado pelo cantor Waldick Soriano”.  Desta forma, Hélio Gomes, abria as seções do cinema da cidade, sem saber que estava entrando para  a história do município por ter propiciado para muitos o contato com a sétima arte, tornando-se  uma referência cultural viva na microrregião de Irecê.

Hélio Gomes nasceu em Canoão de Ibititá em 1938. Com 19 anos, a irmã que morava em Brasília-DF resolveu voltar para o semiárido e morar no Lapão. Foi então que Hélio resolveu acompanhá-la com o objetivo de abrir um armarinho. O comércio durou alguns anos, até que ele comprou um bar do irmão e mudou de ramo. Porém, o ambiente não era o que ele gostaria de ficar. Relembrando a época, Hélio conta que fechou o bar e tentou uma nova profissão, vendendo tecidos e rádios para os comerciantes locais.

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Fátima Souza, a repórter que descobriu o PCC: ‘O medo é nacional’

Especial

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Fátima Souza, repórter policial a tevê Record.

Autora de PCC - A Facção (Editora Record), a jornalista Fátima Souza está  escrevendo seu segundo livro sobre o tema. Primeira repórter a denunciar a existência da facção criminosa, que parou São Paulo em maio de 2006, num furo de reportagem em 1997, foi desmentida pelo governo do estado, que tentou esconder o problema enquanto foi possível.
Formada em jornalismo pela Faculdade Integradas Alcântara Machado, éla iniciou a  carreira no SBT – Sistema Brasileiro de Televisão – fazendo  reportagens gerais. Mas, sempre sonhou em trabalhar na reportagem policial. Perseverante, após diversos pedidos ao seu chefe nesse sentido, um dia foi designada para cobrir um caso policial.. “Além de mostrar que tinha “tino” para a tarefa, e a receptividade das pessoas que assistiam ao jornal do SBT foi muito grande. Muitas ligaram para a tevê e disseram que adoraram ver uma mulher fazendo reportagem policial. Há 25 anos, mulher não fazia matéria de polícia. As chefias achavam ‘perigoso’, além do que  as pessoas estavam acostumadas a assistir homens desempenhando esse tipo trabalho”, relembra.
Nesta entrevista exclusiva para o À Queima Roupa, Fátima Souza, que atualmente trabalha na TV Record, fala sobre o crescimento do PCC (Primeiro Comando da Capital), algumas das suas articulações da facção com o mundo do crime e ressalta o que considera as três qualidades importantes num repórter de polícia. Confira.

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Sodré, o cantador das dores e amores da massa

25, julho, 2010 Matheus Morais 3 comentários
Especial

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Aos 63 anos, Sodré ainda lembra o moleque de seu Anacleto e de 'mamãe Lalu' (Foto: Matheus Morais)

Estamos na cidade de Ipirá, mais precisamente no distrito de Camisão, a 202 quilômetros da capital. O  ano é 1947, Laura Rosa Brandão está com a barriga enorme, veio pra cá só pra poder ter seu menino, junto a sua irmã mais velha, Isaura, mãe de santo, que comanda um terreiro da nação angola por aqui. Já é de noitinha e o terreiro está em festa. Laura dança para os orixás, Isaura está feliz que só ela! Ainda na madrugada de 22 para 23 de julho, Laura sente as primeiras dores e, pouco tempo depois, chega ao mundo o menino Raimundo Sodré. Aquele mesmo, que aos cinco anos recebia moedas das moças do terreiro para dançar cantigas e pontos do candomblé. Aquele que já saiu artista do ventre de “mamãe Lalu”. Banhado na bacia de Oxum, o menino que estava fadado a comandar a massa e trilhar seu caminho junto a ela. Leia mais…

Dijalma de Ogum, aos 19 anos, o pai-de-santo mais jovem da Bahia

19, julho, 2010 Pedro Moraes 31 comentários
Especial

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Dijalma: 'Respeito todos que seguem outras religiões'

Respeitado pela comunidade e por integrantes mais velhos da religião, o jovem Dijalma dos Santos, 19 anos, ou simplesmente Dijalma de Ogum, líder do terreiro Ylê Axé Orixalá, no bairro Ida Cardoso, em Lapão, cidade do semiárido baiano, é reconhecido pelo programa do governo federal “Terreiros do Brasil” como o pai-de-santo mais jovem da Bahia. Dijalma que herdou os conhecimentos da avó Rosália, sacerdotisa de um terreiro em Lagoa do Gaudêncio, comunidade remanescente de quilombola, conheceu a religião ainda pequeno e logo sentiu a vocação para o candomblé.

- Comecei  a zelar de santo (cuidar das imagens e do ambiente) com apenas sete anos, via minha avó fazendo as obrigações dela no terreiro e sempre tive vontade de fazer também. Três anos depois, com dez anos, ela parou e comecei a herdar as coisas dela:  meu tio jogou os búzios e os orixás me apontaram como o seu sucessor – conta.

Depois de alguns meses se preparando,Dijalma  tornou-se pai-de-santo. “A primeira vez que incorporei foi muito forte, senti uma força que não sei de onde veio. Certa vez, tentei parar, mas a força dos orixás foi maior que a minha e sigo até hoje”, lembra.

O terreiro Ylê Axé Orixalá é uma casa de Oxalá. Ali predomina o branco (a cor do orixá) e vê-se imagens, entre incensos e velas. As portas são pintadas em azul, numa referência a Ogum, o orixá guia de Dijalma. O templo é frequentado por pessoas das mais diversas faixas etárias - não é raro ver crianças e adultos dividindo o mesmo espaço, todos respeitando Dijalma como líder e conselheiro espiritual. Leia mais…

Relatos de viagem (III) – Brasileiro ao volante

26, junho, 2010 Jaciara Santos 1 comentário
Especial

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Olha quem está falando aqui! Depois de quase um mês de silêncio, o administrador Gauss Portela, pernambucano de Recife, que está a trabalho na Líbia, nos brinda com mais um capítulo dos seus relatos de viagem. Ele já está dirigindo e nos fala de algumas curiosidades relacionadas à cultura e economia desse país situado ao norte da África. Quer ficar de água na boca? Saiba que lá é possível comprar dez pães por um valor equivalente a R$0,30. E mais: o litro da gasolina não sai por mais que R$0,28! Confira aí.

Oi, meus amigos,

Sentiram falta de mais um conto inacabado (plagiando J.R.R. Tolkien)? Pois bem, estou de volta para saciar mais um pouco da curiosidade de vocês. Como sempre, vinha eu voltando de mais um dia de trabalho quando começo a conversar no carro sobre trânsito daqui e um colega, que por sinal é líbio, mas morou alguns anos no Brasil, assim sendo fala fluentemente o português, e para não perder o costume perguntei o que acontece aqui quando uma pessoa é atropelada. (suspense!)

Já sei o que vocês pensaram, ela morre! Juro que, na hora, eu também pensei exatamente isto, mas não era isso o que queríamos saber certo? Certo.  Continuando a conversa… o nosso colega nos respondeu que se você atropelar alguém é mais seguro não prestar socorro, você deve ir imediatamente para a delegacia para sua própria segurança (sic!). Ele disse que, no mínimo, você fica uns dois dias por lá, vendo o sol nascer quadrado, mas é um tempo necessário para a família da vítima se acalmar e a sua ir conversar com a da vítima. Aí, eles acertam um valor para indenização e o problema é resolvido. Enxerguei apenas uma semelhança com o Brasil: o camarada atropela e foge para não ser linchado, até aí tudo igual, mas ele fica foragido e se apresenta três dias depois para fugir do flagrante (advogados me corrijam se estiver equivocado).

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‘É hoje o dia, da alegria…’

Especial

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Casas brasileiras. Av. Jequitaia, em Salvador. Foto: Marcelo Reis

 

Depois de tantas reportagens especiais na TV, propagandas  de lojas liquidando tudo em verde e amarelo, comentários diversos criticando a escalação do nosso “perseguido”  técnico da seleção (afinal, todo mundo passa ser o 12º jogador ou o 2º professor do time, nesse período), enfim, chegou o grande dia! Hoje, a partir das 15h30, o Brasil estreia na Copa do Mundo 2010, enfrentando a Coreia do Norte!

Ontem à noite, assistindo a um jornal local com o nosso colaborador, Leonardo Aguiar, caiu a ficha de vez, do tanto que é um evento mobilizador, a Copa do Mundo. Eles mostraram os horários e o que ia funcionar ou não na cidade. Supermercados, bancos, shoppings… A cidade, hoje, não é a mesma, literalmente.  Incrível e completamente compreensível! Leia mais…

Alicia – num peito hermano também bate um coração canarinho

14, junho, 2010 Jaciara Santos 7 comentários
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Alicia, entre dois amores, um coração que não se cansa de torcer...

Texto e foto: Mônica Bichara*

O Village Além-Mar, em Ipitanga (Lauro de Freitas), está todo enfeitado para a Copa e o São João, com bandeirolas verdes e amarelas por todos os cantos. Mas em uma das casas bate um coração dividido entre a torcida canarinho e a dos hermanos.
Há quase 40 anos no Brasil, a argentina Alicia Bologna ainda mantém o sotaque carregado e uma imensa bandeira azul e branca, com um brilhante sol raiando. Toda Copa é a mesma coisa. Lá está ela dividida, pronta para torcer pelas duas seleções, a do seu país de origem e a do que escolheu para viver e tão bem a acolheu.

As duas bandeiras ela não dispensa e ostenta com o mesmo orgulho. E ai de quem torcer o nariz para a sua torcida pelos hermanos… No primeiro jogo da Argentina, contra a Nigéria, Alícia vibrou pelo condomínio com sua enorme bandeira comemorando a vitória por 1 x 0. Mas teve o cuidado de trazer na mão, juntinha, a Bandeira do Brasil. “Foi fraquinho esse 1 x 0, mas foi maravijoso mesmo assim”, confessou.

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