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A cada dia é mais difícil começar uma verdadeira história de amor ou amizade, no sentido lato da palavra. Com o atual modelo de sociedade, onde tudo é imediato e tecnologias cada vez mais ligadas à comunicação, paradoxalmente, as pessoas estão cada vez mais sozinhas. Onde foi parar o lirismo, a espera e a ansiedade de rever essa ou aquela pessoa? Num mercado cada vez mais prático, de plástico e outros descartáveis, parece que as relações estão sendo encaradas como mais uma compra de produtos instantâneos, prontos para usar. O tão falado progresso, ao mesmo tempo que auxilia, fragiliza nossa relação com o mundo e põe para escanteio muitos valores antes tão admirados e almejados. Pra que investir em uma pessoa difícil, cheia de problemas, compromissos e prioridades, se basta uma rodada na noite para garantir algumas horas de puro prazer e delírio? Leia mais…
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Ah...tadinho...ah!!!
A manipulação é uma prática tão antiga quanto o surgimento da humanidade. Desde as guerras fabricadas, notícias deturpadas e ações de dominação travestidas de “boas intenções” em prol do progresso. Dominação cultural, ideológica, política, econômica e tantas outras movidas por interesses pessoais e coletivos. Ao contrário do que se pensa, a manipulação nem sempre se dá pela força bruta. Existem outras maneiras de se exercer o poder perante o outro. Quem não vibrou, em meados do século passado, pelas aventuras do Pato Donald? Qual adolescente dos anos 1960 não sonhou com James Dean? Porém, entre essas e outras, a manipulação pela aparente fraqueza é a mais cruel delas. A vitimização do opressor é um meio de se obter poder perante o oprimido. E, muitas vezes, sua eficácia é mais garantida, pois em vez de armas e gritos, a força está justamente na pseudofragilidade. Quem nunca se rendeu a uma chantagenzinha emocional? Por que o papel do “coitadinho” quase sempre ganha adesão? Leia mais…
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Meu pai (Ferreira Gullar)
meu pai foi ao Rio se tratar de
um câncer (que o mataria) mas
perdeu os óculos na viagem
quando lhe levei os óculos novos
comprados na Ótica Fluminense ele
examinou o estojo com
o nome da loja dobrou
a nota de compra guardou-a
no bolso e falou:
quero ver agora qual é o
sacana que vai dizer
que eu nunca estive
no Rio de Janeiro.
A partir desse poema bem-humorado de Gullar, a Banho de Sol vem homenagear de maneira peculiar todos os pais nesta bela manhã de domingo. Para não cair no lugar comum e colocar a música “Pai”, de Fábio Jr, resolvi procurar outras alternativas de músicas que falem desse tema. Leia mais…
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Conversando com turistas no Pelô, em 2008, fui surpreendido por um depoimento de uma galega (da Galícia mesmo) a respeito da nossa querida MPB. Ela elogiou bastante nossas músicas, mas disse que as canções de amor eram muito melosas. E que a maioria tinha muito a palavra VOCÊ. Não me lembro exatamente das palavras dela, mas no contexto, ela comentou que o brasileiro atribuía muito a felicidade pessoal a outra pessoa. Resumindo a história, ela concluiu que o brasileiro amava diferente. E que as relações de amor dos galegos eram mais inteligentes e divertidas. Na hora fiquei meio pasmo com aquela declaração, procurando mil respostas para combater aquela aparente infâmia. Como uma estrangeira poderia definir o “amar brasileiro” em apenas uma conversa? Porém, aquilo ficou martelando em minha mente e, ao rememorar algumas músicas do nosso vasto repertório, concluí que, realmente, em vários gêneros musicais, a palavra “você” aparece, quase sempre, para atribuir ao outro responsabilidades que deveriam ser pessoais e intransferíveis. Será que a galeguinha estava com a razão? Leia mais…
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“A morte é a libertação total:
a morte é quando a gente pode,
afinal, estar deitado de sapatos”
Mário Quintana
A única certeza em nossas vidas é que iremos morrer um dia. Fato difícil de aceitar, mesmo sabendo (ou acreditando) que a morte é apenas o fim de uma etapa, de acordo com cada concepção, na maioria das vezes , religiosa. Diariamente, milhares de pessoas são enterradas, engavetadas ou cremadas. Isso quando não são hediondamente esquartejadas, devoradas e demais atrocidades difíceis de entender a cada crime apresentado pela mídia. Mas, como dizia o Fofão – quem se lembrou entregou a idade - isso é outro assunto para outra Banho de Sol. O fato é que, apesar de ser natural e corriqueira, a morte ainda é um tabu a ser superado, principalmente na hora de ir para o velório. Quem nunca se perguntou como se comportar, mesmo que, de passagem, em um ritual fúnebre? O que dizer? Como se vestir? Levar ou não levar flores? Leia mais…
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“…E então todos se reuniram, em uma festa,
Para aproveitar cada momento que lhes resta.
E hoje, cada cor é mais colorida,
Nessa linda aquarela, que é a vida…”
(Murilo Saldanha)
Peço licença a todos para, nesta Banho de Sol, registrar o fim dos dias de Dona Celina, mãe e avó de tantos e tantas, além da nossa árvore genealógica…
Recebi a notícia após ver um belo arco-íris nos mares de Ondina, pela manhã. O mais curioso é que a intensidade das cores formava um arco completo, que me deixou em transe, em trânsito para o trabalho. Na hora, senti vontade de aplaudir, de verbalizar algo naquele coletivo… Poucos perceberam tamanha beleza, pois sequer olhavam para o lado. Preferiram manter a cara de mau-humor da segunda-feira, esquecendo o quanto é valioso viver, mais que viver, aproveitar o que a vida nos oferece diariamente em sua paleta de cores. Agradeci a Deus o presente e o privilégio de poder que a existência nos concede. Leia mais…
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Dunga na cobrança do quarto e último pênalti do Brasil contra a Holanda em 1998
BRASIL VENCE A HOLANDA! Lembro-me bem da manchete do O GLOBO durante a Copa de 98 e, durante tanta comemoração, poucos repararam na nota de rodapé do mesmo jornal que, trocadilhos à parte, poderia ser “Brasil vende à Holanda”, que relatava a venda do Banco Real para o holandês ABN Anro Bank. Na época, pensei: o que é mais importante? Ganhar um jogo ou perder um banco? Mas, minha inquietação foi logo abafada pelos fogos e cornetas (as mesmas vuvuzelas de hoje). Assim, a mídia parece gostar desse estado de éter, que põe para escanteio tantos problemas que ocorrem diariamente no Brasil. Leia mais…
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Após o feriadão nordestino de muito forró e festejo, a Banho de Sol vem jogar água na fogueira de muito sanfoneiro de coração… É sempre um risco lidar diretamente com tradições populares, como qualquer outra questão que gere polêmica. Entretanto, risco maior seria cerrar olhos e ouvidos para tanto abuso (em todos os sentidos) que são praticados nos festejos juninos. Os santos que me perdoem, mas não entendo o porquê de mantermos práticas ancestrais que põem em risco a natureza em vários “elementos”, entre eles, o ar, as matas e nós, seres humanos. Mas será isso um exagero? Leia mais…
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Conforme prometido, a Banho de Sol continua a série junina sobre Meio Ambiente e preservação da Natureza. Entre gritos, sussurros e zumbidos, o tema de hoje é algo aparentemente sutil, mas pode trazer consequências irreversíveis à saúde, a longo prazo. Com todo carinho ao micos-leões em extinção, o assunto aqui é outro mico que transforma muita gente em fera. Às vezes, pode até dar bode! Se você pensou que o assunto é Jogo do Bicho, se enganou. Hoje, nossa seção fala baixinho aos ouvidos de todos a respeito de um desrespeito praticado em vários setores de nossa sociedade, desde um inocente jovem empolgado com o carro novo até trabalhadores de indústrias, construção civil e outras profissões de risco (e batuques): POLUIÇÃO SONORA. Leia mais…
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Junho é mês de namorar, mês de forrozear, em meio a tantos festejos joaninos. Mas junho também é mês de repensar nossa relação de total desequilíbrio com a natureza. Assim, a Banho de Sol neste mês não vai arrastar o pé nem se render aos encantos do Amor I Love You. A cada semana de junho, abordaremos um assunto relacionado ao Meio Ambiente, cujo dia oficial foi ontem (5). É preciso preservar a natureza, inclusive a natureza humana, tão devastada, invadida e degradada quanto as matas, águas e ares. O que você tem feito para diminuir esse impacto? Será que é um problema só dos governantes? Leia mais…
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