Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Infinito Cotidiano’

Vende-se habilitação?

9, setembro, 2010 Marcelo Issa Sem comentários
Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Onde é que está vendendo carteira de motorista? Sério, se souber me digam, por que só aumenta a quantidade de gente irresponsável, barbeira, mal educada e incapaz de estar dirigindo na capital baiana. O pior é que a origem do problema está nos órgãos que, teoricamente, teriam que resolver o problema. No Drtran já foram comprovados muitos atos de corrupção, a SET (Superintendência de Embaralhamento do Tráfego) opa, me desculpem, é (Superintendência de Engenharia do Tráfego), ô meu Deus, sem comentários, a Transalvador… (sons de grilos), serve para quê mesmo?

Leia mais…

As crianças nas eras A.C./D.C.

31, agosto, 2010 Marcelo Issa 4 comentários
Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Deitado ociosamente, num dia desses, pensei: será que alguém já reparou que pessoas que têm entre 28 e 32 anos, podem ser a última geração que teve infância A.C. (não é antes de Jesus Cristo é antes do computador)?

Pare para se lembrar que há vinte anos brincávamos de chuta lata, cuscuz, menino pega menina (essa era minha favorita!), corrida de tampinha, de gude… A gente temperava a linha para empinar arraia e periquito, jogava bola - isso ainda faço com muito sacrifício –  enfim, todas as brincadeiras que envolviam nossas relações com o mundo, o meio ambiente e as pessoas.

Quebrávamos ossos, nos estropiávamos tomando chuva naquele baba, e escorregávamos sorrindo, aprendendo uma de nossas leis mais básicas de sobrevivência, cair e levantar. Brincando, estávamos descobrindo o que é viver, respeitar, como se comportar diante das consequências de nossos atos. Conhecendo a sensação de um primeiro namorico, os amores platônicos por professores, tudo começava a fazer sentido. 

Leia mais…

A descoberta da orla marítima

30, agosto, 2010 Arlita Santana 6 comentários
Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

A orla marítima de Salvador desponta em toda a sua beleza

Em que pese a questão social gerada, e que deve ser equacionada pelos governos em suas distintas instâncias, a orla marítima de Salvador está linda. Sem a poluição visual provocada pelas inúmeras barracas, que nem sequer obedeciam a qualquer padrão, a orla surge literalmente descoberta, e agora a praia se impõe na sua incomparável e infinita beleza. Até os coqueiros parecem ter readquirido a sua imponência. O som do bater das ondas, por muito tempo sufocado em meio ao barulho ensurdecedor e irritante, resultado da mistura de ritmos, voltou a se impor aos ouvidos como verdadeira e relaxante música. O cheiro característico do mar perfuma o ambiente, agora livre do insuportável odor de frituras e fumaça.  É o espetáculo da natureza em todo o seu esplendor, deixando-se explorar até onde a vista alcança. Lá de cima, o sol se esforça para brilhar com mais intensidade, desafiando a chuva que na noite anterior chegou a assustar e quase a mudar os planos de quem desejou descarregar na água salgada o estresse de uma semana inteira de trabalho. Quem não se intimidou, lavou o corpo e a alma, mesmo com a água gelada, marca deixada pelo tempo frio dos últimos dias. Leia mais…

Conserta-se conceitos

26, agosto, 2010 Marcelo Issa 4 comentários
Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Foto: Sarah Wickenburg

*Marcelo Issa

Por que sempre achamos que a verdadeira arte, o verdadeiro lazer é algo tão longínquo e abstrato? Por que temos o velho costume de acreditar que tudo em Salvador precisa ser tão caro ou inacessível? Hoje discutia com um amigo meu essas questões. Ele citando que shows e companhias de teatros quando vêm a Salvador, normalmente são com valores absurdos e que não temos como pagar por algo tão caro e que, por essa, razão a população aceita “se condicionar com o que é proposto”.

Beleza! Respeito a opinião dele, que até tem sua parcela de verdade. Mas será que já não carregamos essa “aceitação”, não somente na área artística, mas em tudo, há muito tempo? A história de nossa cidade grita e mostra que nosso legado de escravidão, de subserviência e submissão até hoje nos assombra, e exatamente por isso acredito que a população de Salvador – ou de qualquer lugar do Brasil – não deva “se condicionar com o que é proposto”. Leia mais…

Antíteses

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Pequeno com atitude de grande. Franzino, mas com olhar forte, robusto, provocante. Marquinhos, menino de seis anos, é filho da “moça que cuida do banheiro”, como ele mesmo informa, quando pergunto-lhe quem é a sua mãe. Afinal, estranhei ao vê-lo sozinho, naquele lugar tão movimentado. Um formigueiro, onde marchavam milhares de velas acesas, em direção ao monumento que retratava, em tamanho descomunal, o Padre Cícero. “Padim Padi Ciço”, como a maioria ali se referia ao líder religioso que habitou Juazeiro do Norte, na quente e rica Ceará.

Marquinhos tinha uma função. Ficar por ali, a espera dos romeiros que, talvez, lhe dariam algumas moedas. Ou não. Leia mais…

O radicalismo de José Serra

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Serra foi chamado de mentiroso pelas centrais sindicais

No futebol, o zagueiro de poucos recursos técnicos costuma recorrer ao jogo violento para intimidar ou parar o adversário. No campo da política não é muito diferente. Quando o político não tem projetos nem criatividade, passa a criticar o adversário de forma sistemática. É o que tem feito o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

Em flagrante desvantagem diante da candidata petista Dilma Rousseff, Serra tem demonstrado que está completamente perdido. E aí apela para o jogo bruto e o destempero verbal, quando discute com repórteres que, na sua avaliação, fazem perguntas que não são do seu agrado. Vingativo, costuma ligar para os patrões dos veículos de comunicação de massa e pede a cabeça do repórter.

Leia mais…

A agonia do Jornal do Brasil chega ao fim

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Na manhã da última quarta-feira, após terminar uma aula, enquanto aguardava alguns minutos para iniciar outra, toca o telefone. Era uma amiga jornalista, que me passou a seguinte informação: o Jornal do Brasil vai fechar as portas. Funcionará apenas na versão on-line – disse em tom de lamento.

Na verdade, a notícia não chegou a ser uma surpresa, pois já há alguns anos o jornal vivia uma crise, com um quadro reduzido de jornalistas. Com o seu fechamento, passa a fazer parte da lista de jornais que foram extintos no Rio de Janeiro. Apenas para citar os mais recentes, temos a Última Hora, Tribuna da Imprensa e Gazeta Mercantil, especializado em economia.

Leia mais…

Caso Bruno – apenas um choque de realidade

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

O goleiro Bruno, com o uniforme da penitenciária de Minas Gerais

Anestesiados pela violência cotidiana, já tão banalizada, precisamos de vez em quando fazer contato com casos inimagináveis como o do goleiro Bruno para sair da nossa zona de conforto. Eu disse precisamos? Não, não precisamos! Por outro lado, está comprovado que somente o horror em seu grau mais extremo, só a sordidez mais baixa e a crueldade em nível patológico são capazes de nos sacudir do nosso alheamento. Casos como o dos namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, do casal Von Richthofen, do menino João Hélio e da menina Isabella Nardoni, em nível nacional.  Ou, em âmbito local, a nossa dose de maldade exacerbada, representada em homicídios emblemáticos como o do adolescente Lucas Terra (violentado, estrangulado e queimado vivo em 2001), dos imãos Mauricio e Oayssa, estrangulados dentro de casa em 1984, no subúrbio de Salvador tendo a mãe como principal suspeita. Ou, ainda, para citar um caso mais recente, a tortura sofrida pelo garoto M., dois anos e meio, que, no ano passado, teve o corpo perfurado por mais de 20 agulhas, introduzidas pelo padrasto, numa cidade do interior baiano e somente sobreviveu devido à perícia e dedicação de profissionais de saúde que o atenderam em Salvador.

Leia mais…

O sonho começa agora

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Dunga, dos Sete Anões

O sonho acabou.

The dreamer is over.

Le rêve est fini.

De droom is voorbij.

El sueño se acabó.

Em bom português ou em qualquer que seja o idioma, dita com pesar ou com um gosto de saboreada vingança (bem feito, quem mandou ficar se achando?…), esta é a frase que define o melancólico final da trajetória da seleção de Dunga na Copa do Mundo 2010. E não adianta culpar esse ou aquele jogador. Nem mesmo o comandante zangado pode ser responsabilizado unicamente pelo fiasco do time brasileiro. Aliás, ele só cometeu um único pecado: o de não ganhar o título.

Caso a equipe tivesse conquistado o campeonato, todas as críticas seriam silenciadas. Quem se lembraria de que fulano, sicrano e (ou) beltrano fizeram falta? Não gosto de futebol, meu conhecimento sobre o esporte não daria para cinco minutos de conversa e nem costumo acompanhar campeonatos. Sequer consigo me deixar contagiar pelo clima vombora Brasil que o país costuma viver a cada quatro anos – neste ano até que tentei, por conta de compromissos profissionais, mas não consigo entrar no clima…

Leia mais…

Ética e conduta comportamental valorizam profissional

Infinito Cotidiano

Envie este texto por e-mail para um amigo. Envie este texto por e-mail para um amigo.

Equilíbrio emocional é uma qualidade fundamental para um chefe

Há alguns anos, encontrei casualmente com um colega, repórter de um grande jornal. Durante um bate-papo informal, perguntei sobre o seu trabalho, sob o comando do seu editor geral, de temperamento difícil e patronal ao extremo. Ou seja: um capataz de redação.

O perfil do editor traçado acima é comum – infelizmente – não só nas redações dos veículos de comunicação de massa, mas também com os chefes na maioria das empresas – pequenas, médias e grandes.

Os critérios de avaliação na hora de contratar um chefe não passam pelo aspecto ético e comportamental, nem tampouco pelo aspecto do relacionamento interpessoal. Os donos das empresas costumam escolher pessoas que façam o jogo da empresa sem pestanejar. Por isso alguns ambientes de trabalho são problemáticos e estressantes. Tudo isso está muito condicionado, não só ao perfil da empresa, mas principalmente do chefe. Seu relacionamento com os subordinados, sua postura profissional, e o seu caráter, são questões de fundamental importância para que se tenha um ambiente saudável.

Leia mais…