As faces do crime

Envie este texto por e-mail para um amigo.
Aos olhos da lei, os crimes contra a vida são comumente classificados como culposo e doloso. Num exemplo singelo, significa dizer que se uma pessoa morre ao cair do 10º andar, no desenrolar de uma briga, e ficar comprovado que foi acidente, o adversário responderá por crime culposo, que pressupõe uma pena mais leve. Ou seja, existe a culpa, mas não a intenção de matar. A interpretação muda se ficar configurado que a vítima foi propositadamente atirada pela janela. Nesse caso, a intenção criminosa está clara, existe o dolo, e o réu deverá ficar uns bons anos recolhido em algum presídio. Mas será que é tão óbvio assim? Porque, seguindo esse raciocínio, será considerado doloso todo crime cometido pelo motorista que dirige embriagado, pelo simples fato de que ele conhece os riscos a que está expondo terceiros e a si próprio. E o que diz a lei? Que esse cidadão faz o teste do bafômetro se quiser. Isso mesmo. É para não ferir um direito que lhe é assegurado, segundo o qual, “ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo”. E onde fica o direito da vítima à vida? Alguém lhe perguntou se concordava em ser atropelada? Ela disse que desejava morrer ou virar um vegetal pelo resto dos seus dias? Ou será que não está mais valendo aquele velho ensinamento que as mães passavam para os filhos, segundo o qual o direito de um termina quando começa o do outro?
Pobres ignorantes que não cursaram direito e que também não foram consultados se queriam ficar órfãos, ou perder o filho, o marido, a mulher, o irmão, o amigo custam a entender porque ao infrator é facultada a alternativa de pagar fianças de valores irrisórios e responder em liberdade. E mais, daqui a algum tempo terá a carteira de motorista de volta. O que é crime, afinal? Um conceito abstrato? Quem costuma assistir filmes é testemunha do quanto é concreto e como se lida com o crime nos Estados Unidos. As fianças são astronômicas, carteiras são cassadas, passaportes retidos e cadeia imediata. No Brasil, a Justiça leva a sério a venda nos olhos, faz questão da surdez e cala-se diante do imponderável. Sempre que se fala em leis mais rigorosas e em trancafiar quem já demonstrou que não tem condições de viver em sociedade, volta à tona o viciado discurso de que não há presídio para tanta gente. E nem precisa. Diante de leis rígidas todo mundo vai pensar duas centenas de vezes antes de cometer delitos. Ao contrário, vai diminuir a população carcerária. Tanta facilidade, só induz ao crime. A impunidade desenfreada só expõe cada um de nós e cada vez mais às armadilhas dos sociopatas.
Quem se importa em pagar uma fiança de alguns poucos reais e aguardar em casa, confortavelmente, uma audiência que nem Deus é capaz de prever quando acontecerá? Se existe a certeza de que com um terço da pena cumprida, bom comportamento e outras coisinhas mais a liberdade está garantida, o que se há de temer? Sem contar que, nesse intervalo, um desfile de indultos faz a alegria da galera. Não esquecer, também, que um advogado bem remunerado é capaz de conseguir milagres. Por essas e muitas outras o Brasil é visto lá fora como o país da impunidade, uma mancha sobre uma nação que tem buscado consolidar um lugar de destaque no mundo. Cadeias lotadas não quer dizer punição. É preciso julgar, com celeridade e seriedade, e impor a pena cabível ao crime cometido. Essa história de réu primário é outra ponta solta na engrenagem. Se ele “só” matou uma vez, a vítima também só pode morrer uma vez. É irreversível.
Ficou com as mulheres a demonstração mais drástica da fragilidade das leis. O país assistiu estarrecido, em rede nacional, o assassinato de uma cabeleireira, em Minas Gerais, vítima de um ex-marido furioso, que lhe tirou a vida com sete tiros, diante das clientes do salão e das câmeras de segurança. Ela bem que tentou se manter viva. Foram oito queixas na delegacia contra as agressões e ameaças do assassino, mas ela só conseguiu mobilizar a polícia quando já não precisava mais. Ela não teve direito a segurança e nem a defesa, que ele certamente terá. Aqui em Salvador, em outro caso recente, o marido recorreu ao além para justificar o assassinato da mulher. Uma voz conveniente mandou que ele cometesse o crime. O que se espera agora é que ele ouça mais uma voz. A voz da justiça.





























NOSSA PARABÉNS PELO TEXTO…. BELISSIMO…. – CADÊ A JUSTIÇA ?
O PSICOTESTE. EXAMES DE TRÂNSITO TEMOS PSICOTESTES…
MAIS MOTORISTA de TÁXI QUE JÁ MATOU E RESPONDE PROCESSO ANTERIOR.
MATOU NOVAMENTE UM CASAL DE IDOSOS NA CONTRAMÃO…
TÁ VENDO… Não foi cassada a carteira dele… não existe mais blitz.
Todo mundo não quer ser o pai da culpa, pela omissão deste cidadão estar andando
por aí em um táxi. – Cadê a fiscalização ao táxis da prefeitura municipal ?
NÃO É PSICOTESTE – CONFORME SÚMULA DO SUPREMO QUE SALIENTA SER APENAS UMA ENTREVISTA – SEM QUALQUER VALOR CIENTIFICO.
OS EXAMES PSIQUIATRICOS – NEURO E CARDIACOS – SÃO CIENTIFICIOS E CONSIDERADO.
A PURA REALIDADE… SE QUER SÃO COBRADAS FIANÇAS E OS PROCEDIMENTOS SÃO DEIXADOS DE LADO, ALHAS O BRASILEIRO SÓ TRABALHA após acontecer o fato, nunca preventivamente.
ADOREI O TEMA A FACE DO CRIME.
VAMOS LEMBRAR EM VOTAR MELHOR NOS NOSSOS REPRESENTANTES LEGISLATIVOS….
REFORMA NAS LEIS A ANOS SÃO AGUARDADAS PELOS JURISTAS E SOCIEDADE.
VIVEMOS DE RETALHOS NAS LEGISLAÇÕES… SEM CONTAR QUE O BRASILEIRO.
NÃO GOSTA E COBRAR PELOS SEUS DIREITOS…
VEJAMOS JÁ EXISTE UMA DETERMINAÇÃO JUDICIAL DA 10 VARA FEDERAL DETERMINANDO O BANCO DO BRASIL A CUMPRIR NO PRAZO DE 30 MINUTOS O ATENDIMENTO AO CLIENTE…
O banco é obrigado a colocar o endereço para o cidadão dar queixa ao MP Federal.
Também está obrigado A DAR UMA FICHA COM HORÁRIO DE ENTRADA E SAÍDA do cliente.
RESUMO: A AGÊNCIA DO ITAIGARA – NÃO CUMPRE.
A FICHA NÃO TEM HORÁRIOS, COLOCARAM UM MONTE DE CADEIRAS PARA DISFARÇAR O TEMPO ENORME QUE PERDEMOS DENTRO DA AGÊNCIA.
FALTA DE RESPEITO COM AS PESSOAS IDOSAS… ETC ETC ETC…
DEPOIS QUE VC RECLAMA, VÃO DIZER QUE ESTÃO REFORMANDO…
Ao reclamar no dia 01/01/2010 desta situação. E comunicar aos clientes na fila.
Do endereço eletrônico e do telefone do Banco Central e do Ministério Público Federal, aonde a multa é de 20 Mil Reais – pouco em outros Paises para uma entidade como Banco. Pelo menos já é alguma coisa, apenas três pessoas ligaram.
O universo de 40 pessoas dentro da agência, mais pelo menos apareceu mais 3 funcionários após 1 hora de péssimo atendimento.
O Brasileiro amiga tem que ler seu texto – muito belo e aprender a cobrar de tudo.
Cobrar melhores atendimentos no SAC para carteira de identidade.
Cobrar melhores atendimentos nas Delegacias e Fórum.
Cobrar melhores atendimentos nos postos e hospitais públicos.
Cobrar os seus direitos… É cumprir com as suas obrigações.
A culpa por essa situação de violência também é nossa, por não cobrar concretamente
das autoridades e dos governantes planejamentos sérios:
De segurança, saúde e educação…
Estamos vivendo no mundo da fantasia.
Seu artigo diz tudo, Lita: o manejo das leis por advogados espertos (no sentido pejorativo da palavra)conduz ao estado de impunidade com que nos defrontamos, desde sempre, no Brasil. Não são as leis que são ruins, o uso que se faz delas é que é imoral. Como você, não tenho dúvida de que a bem paga assistência jurídica do agente policial que matou a mulher vai usar cada vírgula da legislação penal em vigor para livrá-lo da punição. São tantos os recursos, um deles o da procrastinação do julgamento, fazendo com que o caso caia no esquecimento… Cabe à sociedade manter olhos e ouvidos bem abertos para evitar ser cúmplice de um outro crime, o da omissão.
Informação: Processo número 2005.33.00.8140-0/10 Vara Federal.
MP – Bahia (Federal) Av. Sete de Setembro 2365 – 30 minutos para atendimento mesmo com agência lotada… tem que dar bilhete com horário de entrada e saída.
Multa diária de 20 Mil Reais … Avise a sociedade. Cobre os seus Direitos.
Abraços…
QUE JUSTIÇA, PESSOAL NÃO SEI SE ESTAREMOS AQUI QUANDO AS LEIS FOREM CUMPRIDAS REALMENTE,SINCERAMENTE GOSTARIA DE ESTA AQUI PARA VER,POIS O MAU EXEMPLO COMEÇA COM QUEM FAZ AS LEIS*LEGISLATIVO* E DIZ QUE TAMBÉM ESTA SUBMETIDO A ESTA.DEPOIS AOS QUE DEVERIAM APLICA-LA*JUDICIÁRIO*MAS SÓ É APLICAVEL A QUEM LHES CONVEM.E POR FIM O EXECUTIVO,QUE A LUZ DE TODA LEGISLÇÃO SÓ OS SEUS INTERESSES PREVALECEM E ELES EXECUTAM DE TODAS AS FORMAS EM BENEFICIO DE UNS E NÃO DA COLETIVIDADE E DO POVO COMO DEVIA ACONTECER,DESCONHECENDO TOTALMENTE O SENTIDO DA PALAVRA POLÍTICA. QUE DIGA O GOVERNO DO ESTADO.
Perfeito, mãe! Amei!