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Judô do Brasil está nas finais do Mundial por Equipes

Na marca do pênalti

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Salvador será palco, de amanhã (29) a sábado (31) da semifinal e final da Copa do Mundo de Judô por Equipes, no Centro de Convenções da Bahia. Irão participar os seguintes países: Coreia do Sul, Japão e Brasil, que se classificaram no último final de semana, quando foi realizada a fase classificatória em Minas Gerais, que contou, ainda com a França, Grã-Bretanha, Itália, Espanha e Portugal. Na equipe brasileira, o judoca baiano Maicon França, vai substituir Leandro Guilheiro – medalhista olímpico — que está machucado.

O primeiro judoca a conquistar uma medalha para o Brasil em Olimpíada foi Chiaki Ishi, em Munique, 1972 – categoria meio pesado.

 A partir daí o judô brasileiro foi aos poucos ganhando projeção internacional. Em Seul – 1988 – Aurélio Miguel conquista a primeira medalha de ouro olímpica, na mesma categoria do Iski. Além de escrever seu nome na história do judô, contribuiu no processo de massificação desse esporte. Quatro anos depois -1992 -, em Barcelona, Rogério Sampaio, na categoria meio leve, demonstrou a força do seu o-soto-gari, e também conquistou o ouro.

Filosofia de vida – O feito de Aurélio, na verdade, poderia ter acontecido nas Olimpíadas de Los Angeles, quatro anos antes, onde o judô brasileiro teve uma boa participação, conquistando uma medalha de prata, com o meio pesado Douglas Vieira e duas de bronze, com Walter Carmona – médio – e Luís Omura – leve. Na época os planos de Aurélio foram prejudicados em função de algumas pendengas com o ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô – CBJ, Joaquim Mamede, que acabou ocasionando seu afastamento das competições durante um bom período. A paz voltou a reinar após a intervenção do Secretário de Desportos da Presidência da República, Bernard Razjman.

O judô é muito mais do que simplesmente uma arte marcial. É também uma filosofia de vida. E quem o pratica com seriedade adquire um caráter positivo, desenvolvendo valores importantes na vida, como por exemplo, a disciplina e o respeito pelo semelhante. Fundado por Jigoro Kano com base nos estudos do antigo jiu-jitsu, foi implantado no Brasil com o advento da imigração japonesa. Nessa época destacou-se o professor Mitsuyo Maeda – o Conde Koma – que, acompanhado por outros dois judocas, Tsunejiro Tomita e Shinshiro Satake, deixou o seu país para divulgar o judô nos Estados Unidos, trabalho que teve início na Academia Militar de Westpoint. No Brasil, Maeda deu aula na Academia Militar. Os três faziam parte da Kodokan.

Em abril de 1949, foi fundada em Tóquio a Confederação Japonesa de Judô, que passou a realizar importantes competições, colaborando assim, para estruturar o judô em forma de esporte, tornando-o acessível a todas as faixas etárias. Em agosto de 1935 foi realizado em São Paulo o 1º Campeonato Regional de Judô. E em 1956 o Brasil participou, pela primeira vez, de um campoenato internacional, o Sul Americano, em Havana. Em 1964 o judô foi incluído nas Olimpíadas de Tóquio.

A idade mínima para colocar uma criança no judô é de quatro anos, quando ela começa a desenvolver o seu controle motor e a se sociabilizar, fatores importantes até os seis anos. A partir daí já está apta para desenvolver a parte técnica, quando adquire confiança em suas potencialidades, desenvolve a autodisciplina e o físico. A criança que está começando participa de festivais de judô, onde não há vencedores nem vencidos. O importante nesse período é não desestimulá-las.

Com o tempo e o aprimoramento técnico, aqueles que demonstrarem interesse em competir, recebem por parte do professor um treinamento específico. A opção pelas competições – sempre é bom lembrar – deve ser feita pelo praticante, de forma espontânea, seja criança ou adulto, e nunca imposta por quem quer que seja.  

“Judô é o caminho para a mais eficiente utilização das forças física e espiritual. Pelo seu treinamento em ataques e defesas, educa-se o corpo e o espírito e torna a essência espiritual do judô uma parte do seu próprio ser. Dessa forma,  será capaz de aperfeiçoar a si próprio e contribuir com algo para valorizar o mundo. Esta é a meta final da disciplina do judô. Isso é o que realça a verdadeira beleza e reveste de valor o judô como educação. Infelizmente esta formação espiritual que deve ser intrínseca no treinamento do judoca, não  tomou parte do progresso da evolução . Mas, pelo contrário, ficou retraída  e, em alguns casos, até mesmo esquecida.” Palavras do professor Mateus Sugizaki, campeão mundial universitário, durante um seminário técnico. Poucos esportes preparam tão bem para a vida como o judô.

O Brasil nos Jogos Olímpicos

15 MEDALHAS
2 OUROS / 3 PRATAS / 10 BRONZES

1972 (Munique/GER): Chiaki Ishii ( bronze)

1984 (Los Angeles/USA): Douglas Vieira ( prata), Walter Carmona ( bronze) e Luís Onmura ( bronze)

1988 (Seul/KOR): Aurélio Miguel ( ouro)

1992 (Barcelona/ESP): Rogério Sampaio ( ouro)

1996 (Atlanta/USA): Aurélio Miguel ( bronze) e Henrique Guimarães ( bronze)

2000 (Sydney/AUS): Tiago Camilo (prata) e Carlos Honorato ( prata)

2004 (Atenas/GRE): Leandro Guilheiro ( bronze) e Flávio Canto ( bronze)

2008 (Pequim/CHN): Ketleyn Quadros ( bronze), Leandro Guilheiro ( bronze) e Tiago Camilo ( bronze)

 

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