Caixa marca reunião com deficientes para discutir futuro da UGPD

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Aí, a zoada que os portadores de deficiência fizeram hoje (28) pela manhã, em frente ao prédio da superintendência regional da Caixa Econômica Federal já rendeu alguma coisa: representantes da instituição, que antes se faziam de surdos, resolveram dar ouvidos aos apelos da Associação Municipal e Metropolitana de Pessoas com Deficiência (Ampdef) e marcaram para a quarta-feira (4) uma reunião com os envolvidos na questão.
- Antes, nem me recebiam, agora já aceitam conversar – celebra Cledson Oliveira Cruz, presidente da instituição.
A pendenga gira em torno do uso do imóvel em que funciona, desde janeiro de 2008, a Unidade de Gratuidade da Pessoa com Deficiência (UGPD). O prédio pertence à Caixa, mas foi alugado à Prefeitura, que investiu aproximadamente R$500 mil para torná-lo uma referência em acessibilidade. Agora, quando vence o contrato de locação, a Caixa quer porque quer a casa de volta.
Para Cledson, ao levar em conta apenas o aspecto comercial da transação com a Prefeitura, a Caixa ignora seu compromisso social com o segmento atendido na UGPD. “Isso é uma falta de respeito!”, diz. Antes de ser transferida para Brotas, a unidade funcionava em condições precárias no Hospital São Jorge (o PAM de Roma). Esse é o pesadelo da clientelaos portadores de deficiência.
Aí, gente, vamos nos acalmar e buscar uma soulção negociada que atenda a todas as partes envolvidas. A reunião da próxima semana deve contar com a participação de representan tes da Caixa, da Prefeitura e de instituições que assistem aos portadores de variadas deficiências em Salvador. Ligada à Secretaria Municipal de Transporte e Infraestrutura (Setin), a UGPD é responsável pela concessão de passe livre a portadores de deficiências.




























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