Tiras, trutas e munzuás

Envie este texto por e-mail para um amigo.
*Antonio Jorge Ferreira Melo
Transitar em Salvador, com sol ou com chuva, normalmente já é difícil, mas, depois do lançamento do “Plano de Proteção ao Cidadão”, tornou-se quase impossível encontrar quem não já tenha ficado preso em um congestionamento gerado por causa de uma operação policial, popularmente, conhecida como “blitz”, que, a três meses das eleições, andam bem mais intensas e rigorosas.
Tendo se tornado conhecido na Segunda Guerra Mundial, na ocasião dos constantes bombardeios alemães na Inglaterra, o termo ‘blitz’ ganhou o significado de operação policial surpresa.
Embora, para fins práticos, o conceito tenha se esvaído na própria segunda guerra, transposto para a área da segurança pública, hoje, no Brasil, materializa uma espécie de panaceia muito utilizada por um Estado confuso, constrangido a recorrer prioritariamente à força mais do que ao consenso, na contenção da ordem pública.
Tema polêmico e envolto em grande discussão, seja no meio político, seja nos meios policiais, as blitzes das últimas semanas chegaram a gerar uma reunião com representantes da Prefeitura e do Governo do estado, após o prefeito afirmar, por meio de nota oficial, que as ações da Secretaria da Segurança Pública estavam ultrapassando o limite da razoabilidade.
Em um contexto onde o Estado parece incapaz de velar pela segurança dos cidadãos e proteger-lhes os bens materiais e simbólicos, diante do fracasso dos seus esforços, em termos de reações e respostas para impedir que a situação da violência e da criminalidade torne-se insustentável, é natural que se lance mão de uma estratégia que, de antemão, sabe-se ser inócua. Em verdade, mais uma truta para criar uma falsa sensação de segurança e evitar que a realidade derrube as pretensões políticas de governantes candidatos à reeleição.
Não é sem sentido que a eficiência dessas operações é medida pelo número de abordagens a veículos, motocicletas, coletivos, pontos de ônibus, bares e boates, em lugar do número de armas apreendidas e/ou pelo número de capturas e prisões realizadas.
Evidentemente que não há como se pensar na atuação da Polícia Militar, como órgão incumbido da prevenção de ocorrências delitivas, sem a ostensividade característica das suas ações de policiamento, entretanto, o que se questiona aqui é a efetividade dessas ações da forma como vêm se desenvolvendo.
Blitzes em locais de trânsito rápido, com certeza, exigem o estreitamento proposital das vias, para segurança dos próprios policiais, mas blitzes em locais de grande fluxo de veículos, tradicionalmente sujeito a retenções e em horários de rush, necessitam ser repensadas ou, pelo menos, discutidas. Afinal, a cidade, no quesito organização de trânsito, já está uma bagunça.
Engarrafamentos são o sintoma imediato do entupimento das veias abertas da cidade gerados pela enorme quantidade de veículos rodando nas ruas, pela histórica falta de investimento no sistema viário e também pela ausência de uma fiscalização efetiva, portanto, torna-se perfeitamente dispensável a contribuição do Estado para piorar a situação.
O atual modelo da Operação Munzuá já está, no mínimo, enfadonho. Blitzes anunciadas, em locais previsíveis, visíveis de longe, causam desnecessários problemas no trânsito da cidade e passam longe de serem eficazes, pois, os infratores e os delinquentes não são mais peixes inocentes para se deixar apanhar nesses munzuás. Sabem por onde sair e, principalmente, como não entrar.
* Antonio Jorge Ferreira Melo é coronel da reserva da PM-BA, professor e pesquisador do Progesp (Programa de Estudos, Pesquisas e Formação em Políticas e Gestão de Segurança Pública) da Ufba, da Academia de Polícia Militar e da Estácio FIB.
Os artigos publicados nesta seção são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição do À QUEIMA ROUPA.





























PARABÉNS PELO TEXTO.
O GOVERNO DA BAHIA NÃO VAI MANTER ESSA OPERAÇÃO POR MUITO TEMPO.
APÓS ELEIÇÕES – AS RUAS VÃO RETORNAR NA MESMA SITUAÇÃO..
INCLUSIVE mesmo com os 3.200 PMs da midia.
PARA MANTER ESSA OPERAÇÃO TODOS OS DIAS, não basta.
NÃO VOU CITAR O NOME DO OFICIAL MAIS HÁ TRÊS MESES NA TV RECORD.
ELE CORRIA ATRÁS DE UM TRAFICANTE. PRENDEU…
HOJE ELE REALIZA O MESMO SERVIÇO JUNTO COM OS SEUS GUERREIROS..
MAS NÃO EXISTE UM PROGRAMA DE FÉRIAS E FOLGAS PARA TIRAR UM O POLICIAL DO STRESS DESTAS OPERAÇÕES DIÁRIAS. Vejo também pelo meu bairro: O Comando do Barbalho sempre atento e correndo atrás dos ladrões, mas está com poucos policiais e viaturas – Vejo como contribuinte os milagres que os PMs fazem.
RESUMO: ESSE AMIGO DO BLOG “A Queima Roupa” APARECEU COM O ROSTO DE CANSADO. ASSISTIU A UMA OPERAÇÃO DELE E SEUS GUERREIROS – MAS TODOS COM O ROSTO DE CANSADO.
OUTRA COISA: NÃO BASTA APENAS TER POLICIAL para diminuir o crime e a sensação de falta de Justiça. Perguntar não ofende – direto de São Paulo:
– QUANDO A JUSTIÇA DA BAHIA IRÁ TRABALHAR ?
VAI REALIZAR MAIS UM DOS MUTIRÕES E VAMOS PARA MAIS OUTRA GREVE….
FICA DIFÍCIL… É MELHOR RETORNAR A SER ADVOGADO CRIMINALISTA..
PARA GANHAR DINHEIRO COM a FALTA DE JULGAMENTO OU DECISÕES….
OLHA AÍ QUE ACABEI DE LER:
Os servidores do judiciário baiano paralisam as atividades nesta sexta-feira, 30, devido à realização de uma Assembleia Geral Extraordinária, no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, nesta manhã.
De acordo com informações do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), a categoria irá discutir a Resolução 04/2010, que determina desconto nos dias não trabalhados durante a greve e revisão de implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS.
Neste período, apenas 30% dos serviços estarão disponíveis nos cartórios e fóruns da Bahia como emissão de liminar de plano de saúde, guia de sepultamento, casamentos pré agendados e habeas corpus.
A polícia do faz de conta está aqui na Bahia, se sujeitando a realizar operações (Blitz) que na verdade não irão reduzir a violência e sim apenas fazer propaganda eleitoral para o atual governo, que por sinal diga-se de passagem é muito medíocre.
O estado São Paulo está mostrando que com ivestimentos corretos os resultados melhoram reduzindo os índices a niveis toleráveis. Nestes três anos e meio do atual governo aproximadamente 16.000 mil pessoas foram assassinadas na Bahia e até hoje nenhuma providência foi adotada pelo governo, que insiste apenas em propagandas.
Os assaltos com motocicletas aumentaram assustadoramente e as unidades da PM que poderiam atuar diretamente no combate a esse tipo de delito estão sucateadas (Esquadrão Águia e Garra), sem efetivo e sem equipamentos de proteção individual. Faltam capacetes, faltam botas, faltam fardas para motociclistas, faltam luvas, falta tudo. O governo e o comando da PM estão tão perdidos que compraram 400 motocicletas e esqueceram de preparar pelo menos 400 PMs para serem motociclistas, é uma total falta de gestão.
Essas duas unidades poderiam combater com qualidade esses delitos em toda Salvador, porém falta planejamento e investimento.
O governo cria novas unidades na PM sem nenhum planejamento, sem viaturas, sem efetivo, sem nada e o novo comandante que se vire para arranjar sede e tudo mais o que for necessário. Que governo e que polícia são esses?
SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOO……