Polícia Militar, o day after

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O day after da assembleia dos policiais militares baianos não poderia ser mais festejado. Da base à cúpula, há o consenso de que, pelo menos até agora, o movimento só tem contabilizado ganhos. E não é somente devido ao fato de o governo ter chamado a categoria para uma conversa de pé de ouvido, não. Comemora-se, sobretudo, a indicação do interlocutor.
Não que o secretário Rui Costa (Relações Institucionais) seja do tipo bonzinho. Pelo contrário, todos sabem tratar-se de um osso duríssimo de roer. Mas, dos males, o menor. Nesse momento, há nomes bem menos quistos pela corporação e um deslize dessa natureza poderia comprometer qualquer tentativa de diálogo – até porque, a diplomacia não é a principal característica da figura que povoava os pesadelos da tropa.
Então, é isso. A reunião entre emissário do governo e lideranças da PM, na sede do comando geral, no Largo dos Aflitos – próximo ao local da assembleia realizada horas antes – se estendeu até o inicio da madrugada de hoje e não teve um desfecho conclusivo. Mas foi ancorada em compromissos de parte a parte e, pelos próximos 15 dias, há uma bandeira branca tremulando no ar. Nesse período, o governo promete analisar todas as reivindicações da categoria (um documento com mais de dez páginas…) e os PMs suspendem a deflagração do Movimento Polícia Legal (uma espécie de greve branca).
A próxima assembleia deve acontecer no dia 7 de agosto, em local a ser definido. Inicialmente, a reunião estava prevista para a próxima sexta-feira (31), mas as lideranças acharam melhor esticar o prazo mais um pouquinho. Até para ampliar a mobilização. Muita água deve rolar por baixo (ou por cima) da ponte. Vamos aguardar.





























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